FIM mais que duplicam acções detidas de empresas portuguesas


Os fundos de investimento mobiliário (FIM) mais que duplicaram o número de acções detidas nas 20 maiores posições em empresas portuguesas, em Fevereiro, face ao primeiro mês do ano, resultado de um reforço da posição detida em BCP, revela o relatório mensal da APFIPP.

No final do mês passado, o número de acções ascendia a 302.497.135, o que compara com um montante de 123.094.935 em Janeiro, entre os 20 títulos em que os fundos mobiliários detêm maior percentagem de capital.

A contribuir para esta evolução esteve sobretudo a aposta feita no BCP; de acordo com o referido relatório, do banco liderado por Nuno Amado os FIM passaram a deter 218.199.502 acções, correspondentes a 1,11% do capital (e a 23,78 milhões de euros), sendo que em Janeiro o título não constava do ‘top 20’ das posições. No primeiro mês do ano, o título em que os fundos detinham menor percentagem de capital era na Impresa, com 0,73%, que em Fevereiro ocupava o mesmo lugar, mas com uma percentagem de 0,77%.

Em sentido oposto ao do BCP evoluiu a exposição dos fundos ao BES. Segundo o relatório mensal dos FIM divulgado pela APFIPP,  estes reduziram a quantidade de acções detidas na instituição liderada por Ricardo Salgado, que em Janeiro era de 39.475.239, correspondente a 0,98% do capital (e a 41,25 milhões de euros), o que levou o título a deixar de constar do ‘top 20’ no mês de Fevereiro.

Por percentagem de capital detido pelos fundos mobiliários, a Novabase continua a liderar a tabela, com 9,97% (3.129.996 acções / 9,33 milhões de euros), seguindo-se Sonae Capital com 7,20% (18.002.079 acções / 3,24 milhões de euros) e Espírito Santo Financial Group com 6,53% (12.619.688 acções / 65,12 milhões de euros).

No total, os FIM detinham 333 milhões de euros em acções portuguesas, em Fevereiro, menos 11 milhões que o primeiro mês deste ano.