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Filipe Silva (Banco Carregosa): “Apesar das taxas terem subido ligeiramente face às últimas emissões de dívida, acho que foi um ‘non event'


O Estado português, através do IGCP, foi ontem novamente ao mercado. Desta feita foram feitas duas emissões de Bilhetes do Tesouro com um prazo de vencimento de três e doze meses.

Na emissão com vencimento mais curto, o Estado conseguiu emitir 350 milhões de euros a uma taxa negativa de 0,012%. Em comparação com o último leilão equivalente, a taxa aumentou, já que nesse leilão foram emitidos a -0,108%. Já a procura superou a oferta em 3,5 vezes.

Na emissão mais longa - a doze meses - o Estado emitiu 900 milhões de euros a uma taxa de 0,006%. Esta taxa piorou em relação ao último leilão equivalente, já que nessa emissão o valor tinha sido negativo. Em termos de procura, esta superou a oferta em quase 2 vezes.

“Apesar das taxas terem subido ligeiramente face às últimas emissões de dívida, acho que foi um ‘non event’", refere Filipe Silva, diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa. Para o profissional, "esta mexida vem a acompanhar a evolução que tem havido nas taxas da dívida europeia. Até a dívida alemão, a 10 anos, subiu de taxas negativas para taxas positivas".

"Não estávamos à espera nem se verificou qualquer stress sobre a proximidade da decisão da DBRS em rever ou não o rating da dívida da República portuguesa. Aliás, se fosse caso para isso, a dívida que mais seria afetada seria a dívida de longo prazo que  até tem visto as taxas descer", conclui o diretor do Banco Carregosa.

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