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F&C Portugal prefere sectores de telecom e petrolífero


“O PSI 20 já está 7% a 8% acima dos mínimos. O peso internacional em muitas empresas nacionais é uma forma de encarar com optimismo os tempos que aí vêm”, disse Pedro Pintassilgo, ‘head of retail portfólio manager’, da F&C Portugal, num encontro com jornalistas ontem, em Lisboa.  Entre estas estão cotadas dos sectores telecom e petrolífero, os preferidos para a sociedade gestora.

Aliás, as opções preferenciais de investimento são as mesmas apresentadas no início do ano; “empresas com exposição significativa a mercados externos, com níveis de endividamento financeiro reduzido, com baixas necessidades de refinanciamento da sua dívida, com capacidade e flexibilidade para ajustar em baixa o investimento na actividade maximizando a geração de fluxos de caixa disponíveis para os accionistas”. Além disso, as preferências vão ainda para empresas “com potencial de consolidação e criação de valor pela extração de sinergias de custos e proveitos e com bom ‘dividend yield’ e liquidez em bolsa”.

Entre os sectores menos apetecíveis estão os regulados e o da construção, o qual, apesar de ter uma grande componente de internacionalização tem outras fragilidades. Pedro Pintassilgo referiu, nomeadamente, o maior risco das operações no exterior (por oposição à doméstica), até por serem “ainda muito recentes; outro factor é a dimensão e liquidez desses títulos” e, além disso, “são empresas muito endividadas”.

Sinais de recuperação

No mercado accionista, apesar de existirem já sinais de recuperação, não é visível “o caminho positivo das ‘yields’ portuguesas”, sublinhou o gestor. Destaca que Portugal “tem conseguido, em mercado secundário, uma redução dos custos de financiamento, num ambiente externo ainda adverso”. Considera que é necessário haver nomeadamente medidas mais robustas na Zona Euro para se inverter a performance negativa, assim como alguma clarificação sobre a execução orçamental a nível doméstico.

Face à situação actual, Pedro Pintasilgo refere que “há espaço para o PSI 20 se valorizar” até final do ano; olhando para as métricas de avaliação, “que estão a níveis já interessantes, [...], pensamos serem bons momentos de compra”.

Em termos de evolução, o PSI 20 acumula um ganho de 4,9% a um mês, e desvalorizações de 6,18% a três meses, de 9,1% desde início de 2012 e de 29,8% a um ano.