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F&C Portugal defende que “tem de haver uma lógica de equidade na Europa”


“Penso que temos de esperar, porque estamos numa posição negocial fraca”, afirmou Fernando Ribeiro, num encontro com jornalistas, ontem, em Lisboa. Mas, salientou, “tem que haver uma lógica de equidade na Europa”. O ‘chairman’ da sociedade gestora adiantou que, “parece racional do ponto de vista económico ter mais tempo”, mas alertou que tal “não é isento de risco” e que o que está em causa “é não matar o doente com a cura”.
Pedro Pintassilgo, gestor da F&C Portugal destacou que ter mais tempo “é importante” e referiu que hoje “há mais espaço” para o país, “no âmbito da ‘troika’, pedir mais tempo para tornar exequíveis as metas definidas por Bruxelas”, adiantando que talvez seja preciso “mais um ano”.
Já em termos macro em Portugal, Fernando Ribeiro salientou o “oásis” que tem sido o sector exportador, o que, conjugado com a continuação de uma “redução expressiva das importações”, tem resultado numa “contração significativa do défice comercial” face ao exterior.
Quanto à União Europeia referiu que tem existido “um problema de confiança nas decisões políticas e não tanto na moeda”, dando como exemplo as cerca de 20 cimeiras que foram realizadas nos últimos meses e onde as decisões “pecaram muito por defeito e muitas foram até a reboque dos mercados”.
No caso da moeda, Fernando Ribeiro não crê que “o euro em si esteja em causa. Tem de ser uma moeda forte e com base sólida para sobreviver a tantas crises e não estar totalmente depreciada face a outras moedas”, afirmou.
Em termos agrupados, a Zona Euro “não está mal, a questão é a forma como se lida com os vários países e os mercados percepcionarem uma Zona Euro a três e quatro velocidades”, salientou. No caso dos Estados Unidos houve uma revisão em baixa do crescimento e o país tem, como alguns europeus, de fazer “um esforço orçamental sério”, referiu. A diferença é que “têm maior margem para subir impostos e por via da receita fiscal atacar o problema orçamental”, além de existir ainda a possibilidade de redução de despesa com a Defesa, disse ainda o presidente da F&C Portugal.

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