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Explorer faz primeira venda do fundo II e prepara novos investimentos


A Explorer Investments alienou a totalidade do capital da Probos à espanhola Nmás1 Mercapital, por cerca de 75 milhões de euros, concluindo assim a primeira venda do fundo II.

Esta operação “traduziu-se em mais-valias significativas para os investidores do Fundo Explorer II e reflecte a capacidade da Explorer actuar num mercado fortemente afectado pelo adverso contexto económico”, referiu a sociedade portuguesa de ‘private equity’ em comunicado.

A Probos é a maior empresa ibérica e uma das três maiores a nível mundial no mercado de orlas plásticas, é destacado na mesma nota. A aposta em mercados em crescimento como Brasil e Rússia “permitiu-lhe aumentar a sua quota de mercado global, de 8% para 10%” e, nos últimos quatro anos, registou um aumento nas vendas de 33 milhões de euros para aproximadamente 58 milhões, “conseguindo simultaneamente duplicar o EBITDA”.

Após esta venda, o Explorer II (fundo de 2007 com 200 milhões de euros) fica agora seis empresas em carteira, concretamente Charon, Mop, Constantino, Starfoods Gascan e Powervia.

Investimentos previstos no trimestre

Concluída esta operação não são esperadas novas alienações durante o primeiro trimestre deste ano, estando sim “previstos investimentos para o fundo III”, adiantou a Explorer Investments à Funds People Portugal. Lançado em 2009 e com um montante de 270 milhões de euros, este fundo tem apenas uma empresa em carteira, a Totalmédia, adquirida em 2010, de acordo com informação no site da sociedade de ‘private equity’.

O primeiro fundo, Explorer I, tem ainda duas participações em carteira, a Nutricafés e a Solzaima, e foi prolongado o seu tempo de duração em dois anos (período de duração inicial de oito anos), possibilidade constante no regulamento de gestão. Uma decisão relacionada com a maturidade das empresas, referiu a Explorer Investment. “Achámos que fazia sentido manter as empresas por mais dois anos para poder aumentar a remuneração aos investidores”, sublinhou.

O Explorer I foi lançado e 2004, com 62 milhões de euros, e teve em carteira nove participações, constando nos desinvestimentos a Alfasom, Oficina do Livro, Crioestaminal, Saprogal, Holmes Place Iberia, Insyncro e Pardo.

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