Existem categorias de fundos nacionais a resistir às quedas de mercado?


Muitos estariam longe de imaginar que os primeiros três meses de 2020 terminassem com um desfecho tão negativo. A pandemia provocada pelo novo Coronavírus veio mudar paradigmas, e em terreno nacional os efeitos já se sentem na gestão de ativos, nomeadamente nos fundos de investimento geridos por esta indústria.

Embora no último ano as rentabilidades positivas dos fundos nacionais sejam dominadas pela ascensão de alguns nomes de produtos de obrigações, desde o início do ano o cenário não aparenta réstias de positivismo, pelo menos quando se olha para o retorno médio da Global Category dos fundos mobiliários, considerada pela Morningstar. 

 

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Fonte: Morningstar Direct, 31 de março. 
 

Como visível, apenas uma categoria (Alternative Miscellaneous) se apresenta com um retorno médio positivo nos três primeiros meses do ano, mas por via de ser constituída por um produto com retorno positivo para o período. Seguiu-se a categoria de Euro Money Market, que embora com um retorno médio de -0,73%, apresentou rentabilidades entre -2,17% e 0%.

No caso da categoria de Europe Fixed Income, com um retorno médio de -4,30%, o mínimo retorno dentro da categoria foi de -16,60%, e o retorno máximo, positivo, chegou aos 1,65%. A primeira categoria de ações a surgir na tabela é aquela que inclui os fundos focados em ações do sector da saúde (apenas um fundo na categoria), seguido das ações de elevada capitalização de mercado globais e norte-americanas. 

No extremo oposto, vemos que foram as ações do sector financeiro aquelas que mais foram afetadas pelo comportamento dos mercados até ao final de março. 

 

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