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Eurizon Capital, uma abordagem dinâmica ao mercado de high yield


A equipa de high yield faz parte do grupo de obrigações corporativas da Eurizon Capital SGR. É composta por três gestores: Elena Musumeci, Raffaella Tommaselli e Stefano Cucchi. Elena e Raffaella gerem fundos high yield desde 1999, enquanto que Stefano vem da equipa de análise interna. Os três gerem o Eurizon Fund Bond High Yield, fundo com selo Consistente Funds People 2018. “No mercado de high yield a informação é sempre menor do que se gostaria, assim, a presença de vários gestores especializados na mesma matéria faz com que seja possível tomar decisões mais ponderadas, fruto de uma comparação sistemática para construir um marco de avaliação”, explica Elena.

“Vários emissores pertencem ao universo de investimento durante muitos anos e, como tal, são cobertos pelos mesmos gestores. Em algumas áreas é mais eficaz que o analista realize uma cobertura cross asset entre grau de investimento e high yield, uma vez que em muitos casos os emissores estão distribuídos entre as duas categorias. É algo visível em empresas que pertencem ao setor da banca, telecomunicações, retail, automóvel, etc.”, conta Raffaella. “Ao serem setores em comum entre as áreas, temos vários analistas que os seguem, o que por sua vez enriquece o nosso trabalho de estudo”, especifica.

A equipa combina a abordagem bottom-up com o top down: “Não há uma hierarquia exata no processo de alocação de ativos”, afirma Stefano. “Depende da situação do ciclo económico. Devemos estar conscientes do contexto macro e sermos capazes de identificar temas de investimento. O mercado norte-americano caracteriza-se sobretudo pela rotação dos estilos de gestão clássicos (cíclicos, de grande capitalização, de pequena capitalização, etc.), enquanto o mercado europeu vive de temas de investimento mais estreitamente vinculados à evolução da forma na qual as empresas se desintermediarizam do crédito bancário e da regulação europeia dos bancos”.

“A análise bottom-up de empresas individuais permite-nos compilar sinais de mudança de tendência que nos ajuda a tomar decisões estratégicas uniformes ao nível do ciclo económico”, explica Elena.

O universo de investimento do fundo expande-se para o conjunto de obrigações corporativas europeias (Europa no geral, Europa de Leste, Rússia e Turquia) denominado em euros, dólares ou libras esterlinas com rating BB e B. “Tentamos seguir à risca o universo de investimento, embora tenhamos um certo grau de liberdade para realizar apostas incluindo fora dos pontos de referência, sempre de forma disciplinada (CCC, AT1, mercados emergentes corporativos não europeus)”, especifica Raffaella. Desde que são gestores de high yield, asseguram nunca terem tido um episódio de default nas suas carteiras. “Temos uma disciplina rigorosa na gestão das histórias de risco”, acrescentam.

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