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ETF mais subscritos: setembro foi positivo para os mercados acionistas


No que diz respeito aos ETF, os investidores do ActivoBank optaram por escolher “estratégias mais defensivas, traçando e posicionando-se num cenário mais defensivo e conservador”, conta Bruno Pinhão.

“Entre os ETFs mais transacionados, encontramos uma clara exposição ao setor dos metais preciosos, tradicionalmente conhecido por ser um setor de refúgio e que em setembro apresentou uma desvalorização de cerca de 4,6%”, revela. O profissional confessa que o ouro e a prata se destacaram com 6 ETF entre os mais subscritos. Ouro e prata foram a preferência de exposição dos clientes durante setembro, com 6 ETFs entre os mais transacionados.

Bruno Pinhão destaca ainda ETFs sobre o petróleo e de investimento curto no Russel 2000 que foram influenciados pela subida do petróleo devido ao ataque a uma das maiores empresas da Arábia Saudita e à tentativa de impeachment a Trump.

Do lado do Banco Best a tendência foi a mesma: ETF que seguem índices de ações. “O destaque será para os mercados americanos em que encontramos três opções”, confessa Rui Castro Pacheco, diretor-adjunto de Investimentos da entidade. O profissional refere que essas opções recaíram sobre dois ETFs que replicam o S&P 500: o iShares S&P 500 EUR Hedged UCITS ETF (Acc) EUR e o Vanguard S&P 500 UCITS ETF EUR. O outro trata-se de um ETF que procura replicar o mercado americano de forma mais abrangente, o JPMorgan ETFs (Ireland) ICAV - BetaBuilders US Equity UCITS ETF - USD (dist) EUR.

“ETFs que sigam índices de obrigações, apenas registámos uma presença com o iShares $ Treasury Bond 7-10yr UCITS ETF USD (Dist) EUR que replica o investimento em obrigações do tesouro americanas com maturidades entre os 7 e os 10 anos, investimento adequado para um momento em que procuramos refúgio na dívida americana”, conta Rui Castro Pacheco.

O especialista destaca o United States Natural Gas Fund, LP, “um ETF que procura seguir o preço do gás natural nos Estados Unidos” e os sectores das utilities, seguradoras e dividendos.

ETFs mais subscritos do trimestre

Para João Queiroz, head of Online Banking, da plataforma GoBulling do Banco Carregosa, o 3.º trimestre correspondeu para os europeus a um período de valorização com a média dos índices a apresentarem variações de +2.5%, com os EUA a registarem +5.0%, mas o PSI20 com -3.50% e o IBEX35 com apenas +0.50%. “Foram 3 meses voláteis com perdas em julho e agosto e uma recuperação em setembro à sombra de 2 cortes de taxas de juro pela FED (junho e setembro) e de um corte do BCE -0.10% mas com o retomar do QE (que tinha terminado em dezembro último) e a implementação do 3º TLTRO”, conta.

“Neste contexto de acrescida volatilidade e de expectativa de que as taxas de juros se mantenham em valores baixos durante os próximos trimestres, os investidores parecem ter procurado equilibrar as suas carteiras de ações contemplando “reverse / short” ETF’s (procurando estabilizar os valores de carteira com capitalização nas desvalorizações dos índices acionistas), instrumentos de taxa fixa e metais preciosos como ouro”, refere João Queiroz.

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