ETF mais subscritos: investidores apostam no gás natural


“O mês de novembro voltou a ser de retorno positivo para as ações representando o 8.º mês de valorizações em que a volatilidade esteve subjugada aos prementes temas como o Acordo de tarifas EUA – China e o processo do Brexit”, começa por explicar João Queiroz head of online banking da plataforma GoBulling do Banco Carregosa.

Nas palavras do profissional, os investidores parecem ter interiorizado a "necessidade de participar no mercado e selecionar os instrumentos que possam refletir a possibilidade de continuidade do processo de aumento dos preços dos ativos financeiros com as avaliações em máximos, quando se assemelham afastados cenários mais catastrofistas onde a enorme liquidez parece filtrar a mais empedernida incerteza".

No caso dos clientes do Banco Best, os mercados de ações globais foram a sua principal escolha. “O iShares STOXX Global Sel Div 100 procura globalmente as 100 empresas que distribuem os maiores dividendos, o ComStage MSCI World ETF EUR investe sem cobertura de moeda (ainda que seja denominado em EUR) e o iShares MSCI World EUR Hedged ETF Acc que investe globalmente, mas efetua a cobertura da moeda para o EUR”, explica Rui Castro Pacheco, diretor-adjunto da entidade.

O profissional revela ainda que encontram junto dos clientes “preferência pelo Invesco S&P 500® Equal Weight ETF, ainda que este ETF tenha a particularidade de dar o mesmo peso a todas as 500 empresas (equal weight) em vez de seguir as ponderações do índice”.

A única presença no top que não está ligada às ações é uma commodity, o Gás Natural nos EUA, uma forte tendência em novembro.

Para Bruno Pinhão, gestor de Produto – Investimentos, “o bom momento do mercado acionista vivido em novembro foi preponderante para os clientes investidores de ETFs no ActivoBank, com uma unanimidade nos ETFs mais negociados”. O gestor revela que todos apontam numa direção: a valorização de índices, setor tecnológico e financeiro, mercados de várias geografias e petróleo. “A confiança na valorização foi ainda mais vincada, com nove em dez ETFs a revelarem alavancagem a 3X”, conclui.

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