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Estrangeiros com maior peso na análise sobre cotadas na bolsa portuguesa


O relatório anual da CMVM revela que BPI, Goldman Sachs e Millennium IB foram as entidades que produziram maior número de relatórios sobre títulos cotados na bolsa portuguesa entre Outubro de 2010 e Setembro de 2011.

"Assistiu-se a um crescimento da importância dos intermediários financeiros estrangeiros na atividade de análise financeira que incide sobre títulos cotados no mercado português", com o peso relativo destes intermediários a ascender a 56,9%, no período em análise, entre os títulos domiciliados em Portugal"; este valor representa um aumento homólgo de  4,6 pontos percentuais, refere a CMVM. Já nos títulos cotados na bolsa portuguesa em regime de 'dual listing' (segunda listagem), o peso aumentou foi de 68,4%.

No total foram produzidos 634 relatórios sobre empresas nacionais cotadas na bolsa portuguesa e 38 sobre empresas em 'dual listing'.

Quanto à elaboração de relatórios de análise financeira, por intermediário, o relatório conclui que "o  BPI E.R., a Goldman Sachs e o Millennium I.B. foram os intermediários financeiros com maior número de relatórios identificados no período", representanto as três instituições em conjunto 37,9% dos relatórios identificados". Este valor, salienta a CMVM no relatório, corresponde a um aumento do nível de concentração da actividade de 'research' face ao período homólogo, quando era de cerca de 36,2%.

Neste âmbito é destacado ainda o facto de um intermediário estrangeiro - Goldman Sachs - constar entre os três que maior número de recomendações de investimento emitiu, tendo a sua actividade registado um aumento de 7,4 pontos percentuais, face ao relatório do ano anterior. Em sentido inverso evluiu a do Millennium IB, registando uma redução de 4,4 pontos percentuais.

Aumenta peso da cobertura do PSI 20

No relatório, a CMVM salienta o aumento do peso da cobertura dos títulos do PSI 20 por parte dos intermediários financeiros, para 90,7%, o que corresponde a um aumento homólogo de 2,2 pontos percentuais. "Todas as empresas que integravam este índice no final de setembro  de 2011 tinham sido  objeto de cobertura pelos analistas financeiros", refere.

Por sectores, o das infraestruturas/telecomunicações representou 48,9% dos relatórios divulgados sobre títulos domicialdos em Portugal (menos 2,3 pontos percentuais que no período homólogo), enquanto o financeiro representou 13,1% (era de 12,4% no relatório divulgado no ano passado).

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