Fundos nacionais domiciliados no Luxemburgo: os vencedores no último ano


Terminado o primeiro trimestre de 2018 é tempo de analisar a rentabilidade dos fundos de investimento de ADN português domiciliados no Luxemburgo. À semelhança do que fizemos para os veículos de investimento domiciliados em território nacional, faremos uma análise – recorrendo aos dados disponíveis no final de março – à rentabilidade e desvio padrão registado pelos produtos domiciliados no Grão Ducado do Luxemburgo no último ano.

Se do lado dos produtos domiciliados em terras lusitanas foram os fundos de ações nacionais o grande destaque neste período, do lado dos produtos domiciliados no Luxemburgo parecem ser os fundos de obrigações europeias e de ações africanas o grande destaque. Por outro lado, verificamos um domínio de apenas duas entidades: a BPI Global Investment Fund Management e a GNB International Management. De facto, os únicos produtos a ultrapassar os 10% de rentabilidade foram precisamente dois fundos destas categorias: o NB Euro Bond e o BPI GIF Africa I. Enquanto que o primeiro alcançou uma rentabilidade de 12,35%, o segundo obteve uma rentabilidade de 11,05%.

Quanto à composição das suas carteiras, o fundo da responsabilidade da GNB International Management e gerido por Vasco Teles apresenta uma carteira composta por obrigações soberanas europeias, na qual encontramos entre as maiores posições títulos de países como Portugal, Itália, Grécia, Holanda ou França. O volume de ativos sob gestão, por sua vez, ascende a 121 milhões de euros. Já o fundo da responsabilidade da BPI Global Investment Fund Management apresenta um património sob gestão superior a 20 milhões de euros e uma carteira cuja exposição aos sectores financeiro, materiais básicos e consumo defensivo representam mais de 67% da exposição sectorial total. Nas maiores posições em carteira detém ações de empresas como o Commercial International Bank, Sidi Kerir Petrochemicals, Safaricom, Clicks Group ou Guaranty Trust Bank.

Com ganhos relativamente perto dos 10% encontramos um outro produto gerido pela BPI Global Investment Fund Management, o BPI GIF Universal I. Este apresenta uma rentabilidade de 7,15% no último ano, sendo que o segmento acionista é a classe de ativos mais preponderante em carteira, representando cerca de 47,32% do total. O segmento obrigacionista, por outro lado, representa cerca de 20,22%. Em termos sectoriais, o sector tecnológico é aquele que maior peso apresenta, com 30,11%, seguido pelos sectores financeiro e consumo cíclico, cujo peso é de 19,17% e 15,56%, respetivamente. Nas maiores posições deste produto encontramos exposição a fundos internacionais, como é o caso do BGF US Dollar Reserve A2 USD, do Vanguard Euroz Inflnk Bond Index Ins EUR ou do Vanguard Emerging Markets Stock Index USD.

Imediatamente a seguir surge um outro produto da responsabilidade da GNB International Management, o NB Opportunity Fund. O fundo de obrigações gerido por João Zorro alcançou uma rentabilidade de 4,18%, sendo a sua carteira composta por obrigações governamentais e corporativas, embora as primeiras sejam as que maior peso apresentam: 60,74%. Assim, entre as maiores posições encontramos não só obrigações soberanas de países como Itália, Portugal ou Grécia, mas também obrigações corporativas de empresas como Gas Natural Fenosa Finance B.V., Mapfre, Banco Santander ou Generali Finance.

Desvio padrão a um ano

Quanto ao desvio padrão registado pelos produtos acima referidos, verificamos que o NB Euro Bond é aquele que apresenta melhor relação rentabilidade/risco. Isto porque para obter uma rentabilidade de 12,35% registou um desvio padrão de apenas 3,05%. Já o BPI Africa I registou um desvio padrão superior - 7,51% -, algo que parece ser normal tendo em conta o universo de investimento que apresenta. Por outro lado, embora o BPI GIF Universal I tenha apresentado um desvio padrão superior ao registado pelo NB Opportunity Fund – 5,34% e 1,83%, respetivamente –, a sua rentabilidade acabou por ser superior.  

Os fundos nacionais domiciliados no Luxemburgo com rentabilidades positivas no último ano

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Fonte: Morningstar Direct, março de 2018

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