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“Estamos confiantes que vamos apresentar crescimento do valor dos activos sob gestão”


As medidas de incentivo à poupança dariam um contributo positivo para a dinamização do mercado de fundos em Portugal, contrariando a tendência dos últimos anos, que “tem sido de desincentivo”.

Quais as perspectivas para a indústria em 2013?

A nível internacional, a resposta das autoridades monetárias (veja-se o caso do BCE, ao reduzir os riscos de desmembramento da zona euro) em 2012 deverá possibilitar à economia global prosseguir a sua recuperação e expansão em 2013, criando boas perspectivas para os mercados financeiros e para o sector financeiro este ano. Acreditamos que a posição concertada dos bancos centrais aliada ao aumento de confiança por parte dos consumidores poderá levar 2013 a ser um ano mais positivo para a economia global que 2012. Na europa, o desemprego e as medidas de austeridade que estão a ser implementadas em alguns países deverá continuar a pesar negativamente no desempenho macroeconómico. Em Portugal, o cenário permanece incerto com o programa de ajuste orçamental implementado a pesar negativamente nas poupanças das famílias e nos recursos das empresas o que irá afectar negativamente a poupança dos portugueses e, consequentemente, o sector financeiro em Portugal. Adicionalmente, a perda de benefícios fiscais por parte dos fundos de investimento, que está prevista no Orçamento de Estado de 2013, deverá tornar este instrumento de poupança menos atractivo face a outros disponíveis no mercado, pelo que a indústria de fundos poderá ter um ano difícil pela frente.

Quais os focos da gestora para este ano, nomeadamente políticas de investimentos, e objectivos, em termos de expansão e evolução do valor dos activos sob gestão?

O foco do grupo Patris é a excelência do serviço prestado aos nossos clientes. Relativamente à gestora de activos, a estratégia de gestão é baseada num rigoroso controlo de risco e em políticas de investimento bastante claras que, através de um conjunto de profissionais com larga experiência no mercado e na independência das decisões tomadas (visando exclusivamente o benefício dos nosso clientes), procura obter os melhores retornos possíveis para os nossos clientes. As rentabilidades de 2012 foram bastante interessantes e esperamos em 2013 poder proporcionar aos nossos clientes novamente rendibilidades atractivas e adequadas ao seu perfil de risco. Estamos confiantes que vamos apresentar crescimentos do valor dos activos sob gestão em 2013, apesar de reconhecermos a natureza competitiva da indústria.

Indique uma ou duas ideias que contribuiriam para dinamizar o mercado de fundos em Portugal...

As medidas que poderiam beneficiar o mercado de fundos em Portugal poderiam passar por medidas de incentivo à poupança, que teriam obviamente um efeito positivo na evolução do mercado de fundos de Portugal. Aliás, considerando o comportamento da economia portuguesa antes da actual crise (elevadas necessidades de financiamento externo), o anúncio de medidas para fomentar a poupança interna continua a fazer todo o sentido. No entanto, a tendência dos últimos anos tem sido o desincentivo à poupança, nomeadamente, ao investimento em fundos de investimento quer através das diferentes medidas de austeridade já referidas como pela também já referida redução dos benefícios fiscais ao investimento em fundos de investimento nacionais.

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