Estamos a celebrar!


(TRIBUNA de Patrick Vogel, responsável de Crédito Europeu da Schroders. Comentário patrocinado pela Schroders.)

Celebramos o terceiro aniversário do nosso fundo Schroder ISF* Global Credit Income e é altura de fazer um balanço. De facto, a incerteza em todas as suas variantes, geopolítica, comercial, económica, etc… atravessa todos os mercados de norte a sul, e continuar a avançar na nossa estratégia de crédito global requer parar e analisar os acontecimentos do passado e antecipar (na medida do possível) os do futuro, para continuar a obter rentabilidades atrativas enquanto se mitigam os riscos creditícios. Ao longo destes três últimos anos, assistimos a uma mudança das políticas monetárias dos bancos centrais, passando de posições duras a políticas expansivas. A dispersão geográfica não foi menos impactante e a isso é preciso unir as movimentações do crédito. Apesar de tudo, fomos capazes de obter uma rentabilidade de 10,3% este ano graças a uma estratégia de investimento em crédito global sem restrições.

Ainda que muitas economias estejam a começar a dar sinais de desaceleração, especialmente as que dependem das exportações e da produção de bens, pelo contrário, não deixa de ser surpreendente que outras economias que sofrem riscos políticos persistentes, como o Reino Unidos ou certos países emergentes, estejam a começar a mostrar sinais de estabilização. Neste sentido, queremos destacar, uma vez mais, a ampla diversidade que existe dentro dos emergentes. Por exemplo, o Chile está a viver uma crise social pela desigualdade após trinta anos de um proeminente sucesso económico, ou a Argentina (onde fomos reduzindo as nossas posições para mínimos) está a enfrentar desafios estruturais profundos. Apesar disso, o populismo não teve um impacto negativo noutros mercados emergentes, de facto, registámos alguns indícios positivos no Brasil. Por isso, não nos cansamos de dizer que a dívida emergente é muito diversa e variada e existem países, setores, empresas… com fundamentais muito bons.

Outro dos fatores fundamentais para o sucesso da estratégia durante estes três últimos anos foi a integração dos critérios ESG na carteira. De facto, alcançámos um ponto sem retorno e a inclusão da sustentabilidade é incontornável, dados os desafios que a economia global enfrenta. Por exemplo, a indústria do tabaco encara graves riscos derivados de uma regulamentação cada vez mais severa que procura desincentivar o seu consumo.

Em termos setoriais, não podemos deixar de mencionar o setor imobiliário europeu como um dos que está a registar as maiores posições, favorecido por tendências como a procura por rentabilidade num cenário de baixas taxas de juro ou o crescente interesse dos millennials por viver em cidades, o que fez com que muitos proprietários pusessem os seus bens no mercado. Também a crescente desigualdade que atingiu a Europa nos últimos anos faz com que tenhamos que seguir de perto este setor; assim, por exemplo, decisões como a da Câmara Municipal de Berlim de travar a subida das rendas, devem ser cuidadosamente estudadas para conhecer as suas possíveis implicações.

No âmbito das obrigações, começámos a antecipar problemas no mercado de empréstimos. Um dos possíveis impactos que vemos é que muitas empresas que estão a ter problemas no momento de se financiarem, se estão a dirigir ao mercado de obrigações de alto rendimento, algo que poderá ter algum impacto negativo.

Por último, pensamos que a nossa estratégia de flexibilidade, diversidade e de redução dos riscos deu muito bons resultados. A estratégia demonstrou a sua capacidade de oferecer nos últimos três anos uma rentabilidade líquida acumulada de 20,6% e anualizada de 6,6%** e uma gestão eficaz do risco. Continuaremos a confiar nas indústrias da saúde, bens imóveis e tecnologia, que nos têm proporcionado bons resultados.

*Schroder International Selection Fund é denominado Schroder ISF neste artigo
** Fonte: Schroderes, classe de participação C Acc em USD a 31 de outubro de 2019

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