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Estado emitiu Obrigações do Tesouro a cinco anos


Foi a última emissão deste ano por parte do Estado português. Na manhã de ontem, dia 23 de novembro, o IGCP colocou 700 milhões de euros a uma taxa de juro de 2,112%. Trata-se de uma emissão com taxa de juro mais alta, do que a registada no final do mês passado, onde o valor atingiu os 1,751%. Ainda assim, a procura superou a oferta em 1,92 vezes.

João Queiroz, diretor de negociação do Banco Carregosa refere: "Assim que vi a taxa tive um sobressalto". O profissional refere que é "uma subida considerável de mais de 25 pontos base (mais de 0,25%) no espaço de um mês", com a explicação deste aumento ser proveniente de um "aumento da perceção dos investidores sobre o risco da dívida portuguesa. Apesar de não termos aumentado o risco face a Espanha ou Itália, a distância que nos separa das taxas alemãs está nos valores mais elevados do último mês (o spread face à Alemanha está nos 255 pontos)". O  diretor de negociação destaca, também, que a "dívida alemã a 2 anos está com uma taxa negativa de 0,75%. É notório que os investidores estão a exigir um prémio maior para comprar dívida portuguesa e foi isso que fez subir a taxa de hoje. Também talvez tenha sido por isso que o Tesouro decidiu não emitir o montante máximo previsto”, conclui.

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