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Esta semana vou estar de olho…nos relevantes dados económicos europeus e nas declarações do Banco Central Europeu


(O 'Esta semana vou estar de olho em...' desta semana é da autoria de Duarte Calheiros, diretor da BlueCrow)

Depois desta rentrée das férias de Agosto, mês no qual o Mercado se valorizou a contra gosto de muitas opiniões, e depois de uma primeira semana de Setembro com alguma correção, chegamos a uma semana onde se vão destacar vários dados económicos relevantes.

Segunda-Feira é esperado um aumento em PIB do Reino Unido em 20Bp relativamente ao mês anterior, o que revela uma ligeira melhoria na atividade económica.

Quinta-Feira dia 13 será o grande dia da semana, pois teremos a reunião do Ecofin, onde se vai abordar os temas principais da política económica, fiscal e de regulação financeira da União Europeia, em que o Brexit vai claramente influenciar as visões para o futuro da política económica europeia. Importante será também acompanhar a evolução, durante a semana, dos diálogos laterais entre a comissão Europeia e o governo italiano.

Os bancos centrais Europeus, BCE e BOE, apresentarão as suas decisões de taxa de juro e os seus respetivos comunicados de política monetária. As decisões do BCE a longo prazo poderão vir a tornar-se extremamente importantes na medida em que irão combinar a futura nomeação do novo presidente a partir do final do próximo ano e o aumento gradual da taxa de juro, levantando algumas indefinições sobre manutenção da política monetária no futuro, neste momento o mercado não espera qualquer alteração a taxas de juro nas reuniões do BCE e BOE de Setembro e a expectativa será de um aumento de uma a máximo de duas vezes 25bp nos próximos 2 anos.

Teremos a divulgação dos índices de preços do consumidor na UE (França e Alemanha), estando previsto que não tenha havido alterações no nível de preços dos consumidores no ultimo mês, embora haja a perspetiva de aumento gradual dos preços do consumidor ao logo do ano.

Nos Estados Unidos iremos aguardar igualmente a divulgação do índice de preços do consumidor, sendo expectável o aumento de preços nos serviços à volta de 3%, enquanto o preço dos bens de consumo não deverão ter qualquer tipo de alteração, esta realidade conjugada com o aumento de preços do sector energético poder-nos-á levar a apostar numa subida da taxa de juro nos EUA em 25 bp.

 

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