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Esta semana vou estar de olho... nos EUA, mas não só


(O "Esta semana vou estar de olho em..." é da autoria de Paulo Sá, gestor de ativos private no Santander Totta)

A efetiva normalização das politicas monetárias pelos principais bancos centrais, começa finalmente a incorporar-se na equação dos investidores.

A esperada subida de yields apresenta-se, assim, como um forte desafio para os gestores de ativos, uma vez que a correlação entre as tradicionais classes de ativos permanece elevada. A correção a que assistimos no passado mês de Fevereiro foi bastante representativa deste ajustamento. Os investidores assimilaram de forma repentina (com VIX a atingir os 37 pontos) um potencial incremento dos famosos FOMC Dots por parte da Fed.

O trigger para esta mudança nos investidores? Uma inflação nos EUA, que em Janeiro surpreendeu os analistas (que descontavam um nível de 1,9%YoY) tendo registado um valor de 2,1% YoY. 

Assim, esta semana importa seguir de muito perto os diversos indicadores de inflação que serão conhecidos nos EUA, nomeadamente os preços no consumidor na terça-feira, os preços no produtor na quarta-feira e os preços de importação e exportação na quinta-feira. Curioso será, ainda, ver até que ponto um dólar americano, que nos últimos meses tem permanecido fraco, deverá contribuir para elevar os preços das importações. Por outro lado, o robusto mercado de trabalho dos EUA (números na quinta-feira) deverá continuar a apontar para um aumento, ainda que moderado, da pressão salarial.

Por conseguinte, e ainda que a política monetária deva permanecer favorável ao crescimento, importa analisar como o mercado reagirá às variações da inflação e de que forma interpretará as mensagens dos diversos responsáveis de politica monetária que igualmente nesta semana irão contribuir para o “forward guidance”. A participação de Draghi na “ECB and Its Watchers” , a reunião do BoJ na quarta-feira e as decisões sobre taxas pelo bancos centrais da Suíça e Noruega na quinta feira surgem como eventos mais importantes da semana.

Finalmente, permanece muito relevante seguir de perto como o conflito protecionista (aberto por Trumph) que agora pende sobre o comércio global, continuará a ser gerido pelas diferentes geografias, procurando perceber-se até que ponto podemos estar numa situação iminente de uma reversão não esperada dos “Goldilocks”.

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