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Esta semana vou estar de olho… nos dados macroeconómicos dos Estados Unidos


(O 'Esta semana vou estar de olho...'  é da autoria de Tiago Rabaça, da equipa de Asset Allocation​ do Millennium BCP - WMU)

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Encontramo-nos sensivelmente a duas semanas da próxima decisão de política monetária da Fed, marcada para 31 de Julho, data que ganhou recentemente uma importância central para os mercados financeiros. Os mercados de futuros descontam como garantido um corte de 25bp na taxa de referência e a própria Fed reconheceu que vários membros veem um caso cada vez mais forte para uma política monetária mais acomodatícia, devido aos efeitos negativos para o crescimento causados pela incerteza criada pelas tensões entre os EUA e a China, existindo “espaço” para essa corte de taxas uma vez que as pressões inflacionistas permanecem aparentemente contidas. Ainda assim, no final da primeira semana de Julho, dados bastante fortes de criação de emprego nos Estados Unidos voltaram a levantar algumas questões sobre até que ponto os cortes de taxas descontados pelos mercados continuariam a fazer sentido.

Tendo em conta este contexto, também os dados macroeconómicos dos EUA desta semana poderão ter impacto nas previsões do próximo movimento da Fed, sobretudo porque serão revelados dados importantes como as vendas a retalho e a produção industrial (ambos na Terça-Feira). A interpretação dos investidores relativamente a estes dados será igualmente importante, uma vez que à medida que nos aproximamos da próxima reunião da Fed, “boas notícias podem ser consideradas más notícias”, já que dados macro mais fortes que o esperado podem reduzir a expetativa de cortes de taxas que tem suportado os ativos financeiros recentemente. Assim, mesmo que estes dados não sejam suficientemente diferentes do consenso para alterar o argumento a favor de um corte de 25bp dentro de duas semanas, serão certamente importantes para a formação de expetativas sobre se esse será um corte de taxas de referência pontual ou o início de um ciclo mais agressivo de “policy easing” por parte da Fed.

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