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Esta semana vou estar de olho… nos 1.900 milhões de euros que desapareceram da Wirecard


(O contributo desta semana é da autoria de João Pisco, analista financeiro e de mercados do Bankinter Research.)

Numa semana com poucas referências do ponto de vista macroeconómico, dedicarei algum tempo a tentar perceber quais as implicações para a indústria de pagamentos digitais (e para as fintech de um modo geral) de um episódio “insólito” ocorrido na semana passada. A empresa alemã Wirecard, especializada em meios de pagamento digitais, anunciou na passada quinta-feira que “desapareceram”, inexplicavelmente, 1.900 milhões de euros das suas contas, o que representa aproximadamente 40% do seu atual valor de mercado. As ações da empresa afundaram mais de 60% nesse dia, a maior queda diária da história do DAX. Recordo que a Wirecard tinha sido protagonista de uma revisão simbólica dos constituintes do DAX em 2018, quando entrou para o clube das 30 principais empresas cotadas alemãs, ocupando o lugar do histórico Commerzbank. Este episódio foi visto por muitos, na altura, como uma vitória das fintech contra os bancos “tradicionais”. Será o episódio da semana passada interpretado como uma vitória dos bancos “tradicionais”? Não sei, mas certamente é um sinal de que essa tal vitória das fintech não está consumada e de que ainda há um longo caminho a percorrer para este tipo de empresas, sobretudo ao nível da segurança e do corporate governance.

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