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Esta semana vou estar de olho... no Japão do Ocidente


(O 'Esta semana vou estar de olho em...' é da autoria de Paulo Barradas, Managing Director e Head of M&A and Investor da Norfin)

Esta semana vou estar de olho na reacção dos mercados do “Japão do Ocidente” à comunicação do seu respectivo banco central, o BCE, na sequência da expectavelmente pouco surpreendente decisão de perpetuação da taxa de juro de referência a 0% depois de terem revisto em baixa (e que baixa) o crescimento para a zona Euro de 1.7% para 1.1%.

Ao contrário da maioria dos analistas, que olham para a já chamada “Japanificação” da Europa com receio de que o cenário prolongado de estagflação que afecta a potência asiática se repita aqui, vou estar de olho porque vejo nisto uma oportunidade para prolongar o bom momento que se vive no mercado de investimento imobiliário em Portugal.

Com a abundância de liquidez, a negligenciável remuneração que os bancos oferecem aos aforradores, e a comparativamente má performance que a maioria das classes de activos de investimento (leia o artigo completo sobre "Novas Estratégias para o Imobiliário Português" na revista 23)​ têm tido em relação ao imobiliário, tudo indica que este continue a ser activamente procurado por um número crescente de grandes investidores internacionais, e Portugal está bem posicionado para beneficiar com isto.

Olhando brevemente para as prime yields de escritórios nas grandes cidades Europeias, vemos que parte de Lisboa (Avenida da Liberdade, Marquês de Pombal e Fontes Pereira de Melo) já se desloca em direção ao grupo das capitais europeias com yields mais atrativas, tentando competir com as grandes como Paris (3%), Londres (3.5%) ou Madrid (3.25%), embora ainda mais em linha com as cidades mais comparáveis como Viena (3.8%) e Dublin (4%).

Sem surpresa, é precisamente a este panorama que temos assistido em particular no mercado de escritórios, com alguma expressão já em todos os outros, com Portugal cada vez mais na rota dos grandes investidores.

Por isso, sendo certo que uma “Japanificação” não é exatamente positiva para a economia como um todo, o bright side é que para a renovação das nossas cidades, para a entrada de capital estrangeiro e para todo o sector de imobiliário Português, estas poderão ser exatamente as notícias que egoistamente desejávamos.

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