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Esta semana vou estar de olho… nas probabilidades de subida das taxas de juro e na inflação


(O contributo desta semana é redigido por Tiago Quintino Boura, gestor de Risco no Banco BPI)

Após o foco ter estado no aumento dos riscos geopolíticos, nomeadamente entre os EUA e o Irão, as últimas Tiago_Boura_Foto_Propsemanas foram de especulação sobre as eventuais medidas dos principais bancos centrais, nomeadamente do BCE, de modo, a promover o crescimento e tentar combater uma eventual quebra do ciclo económico. As medidas poderão passar por um re-ativamento do Quantitative Easing (QE) no mercado obrigacionista, por uma redução das taxas de juro, pela criação de sistema por escalões para a remuneração dos depósitos, ou por estímulos no mercado acionista (à semelhança do QE implementado pelo Bank of Japan), entre outros.

Contudo, após a intervenção de Mario Draghi no dia 25/07, o mercado assumiu praticamente como certa a introdução de novas medidas acomodatícias, por via de um corte de taxas em setembro. Este momento reforça a perspetiva referida anteriormente, de uma forte expectativa por um novo QE. A introdução destes estímulos por parte do BCE será ainda reforçada caso as expectativas da inflação se mantenham abaixo do objetivo (>= 2%).

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Fonte: Bloomberg

Estas medidas terão forte impacto no futuro asset allocation dos investidores, sendo certo que os maiores desafios passarão pela procura de yields positivas, mas também pela defesa dos portefólios, tornando-os o menos dependentes possíveis da atual política monetária, que se estima em final de ciclo.

Posto isto, o atual grande risco poderá ser a não concretização destas expectativas em setembro, pelo que a estratégia passará por um constante acompanhamento dos níveis de probabilidades de corte das taxas de juro, assim como dos níveis médios de inflação.

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