Esta semana vou estar de olho... nas eleições presidenciais dos EUA


(O 'Esta semana vou estar de olho em...' desta semana é da autoria de Francisco Cavaco, analista do BiG.)

Na próxima terça-feira dia 3 de novembro, o mundo vai estar com os olhos postos no resultado das eleições presidenciais dos EUA. Não só porque o próximo presidente determinará grande parte das políticas internas do país, mas também como chefe de estado da principal economia mundial, exercerá uma enorme influência internacional, nomeadamente na abordagem às alterações climáticas, aos conflitos geopolíticos e relações comerciais.

Se é certo que o mercado atribui uma enorme importância a quem se irá sentar na secretária do “Oval office” da Casa Branca nos próximos 4 anos, não é tão certo qual dos candidatos o irá fazer. Dito isto, é mais importante antecipar o tipo de política que cada candidato irá seguir em caso de vitória, do que tentar prever algo que 2016 mostrou acatar uma elevada margem de erro.

Se Donald Trump for reeleito, deveremos esperar o seguimento das políticas que foram implementadas no 1.º mandato, i.e., redução da carga fiscal tanto para empresas como para os agregados familiares, aumento da despesa com defesa, redução da regulação a nível executivo, e continuação de uma liderança com viés para políticas nacionalistas e visões controversas em relação ao clima e ao controlo da pandemia causada pelo coronavírus.

Em caso de vitória de Joe Biden, deveremos esperar uma divergência considerável em inúmeras decisões como: abordagem mais severa em relação à crise pandémica, elevado investimento na transição energética e reingresso no Acordo de Paris, reversão do corte de impostos de Donald Trump, aumento do salário mínimo federal para  15 dólares por hora, e maior cooperação internacional, particularmente com os aliados da NATO.

Dada esta divergência de política, é expectável que haja setores da economia que de certo modo possam beneficiar com uma possível eleição de Joe Biden, e outros com uma possível reeleição de Donald Trump (ver tabela em baixo). Contudo, é importante referir que decisões de investimento de longo prazo não devem ser baseadas em eventos como as eleições presidenciais, mas sim através de uma análise fundamentada ao valor intrínseco do ativo em questão.

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