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Esta semana vou estar de olho... na evolução do S&P500 e do VIX


(O contributo desta semana é da autoria de Tiago Boura, gestor de risco do Banco BPI.)

Poderá o popular princípio “Sell in May and Go Away” colocar-se em prática dada a aproximação da época balnear e de férias, que tendencialmente refletem um momento de menor liquidez nos mercados financeiros?

O 1.º trimestre deste ano ficou marcado por um enorme impacto gerado pela pandemia do COVID-19 na vida das pessoas (hábitos e quotidiano), em praticamente todo o mundo, nos trabalhos, na economia e nos mercados financeiros.

Neste último caso, podemos observar no gráfico seguinte, que o índice S&P500 teve um retorno YTD negativo de aproximadamente 20% a 31 de março de 2020, e, consequentemente a volatilidade implícita das opções nos EUA (VIX) subiu no mesmo período, aproximadamente 289%, tendo atingido o valor máximo dos últimos 5 anos a 16 de março (82,69 pontos).

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Estes impactos têm sido muito penalizadores na generalidade da indústria da gestão de ativos, encontrando-se muitos ativos e carteiras de investimento em terreno negativo.

Apesar de os meses de abril e maio mostrarem uma recuperação forte do índice S&P500, a superar novamente os 3000 pontos (no entanto, ainda com uma performance YTD de -5.5%), este ano será atípico e tenderá a fugir à regra da aplicação deste principio, dado os impactos negativos do COVID-19, do abrandamento da economia e também por via de algumas restrições no mercado laboral.

Contudo, o 2.º semestre de 2020 poderá não ser mais favorável, visto a possibilidade da ocorrência de uma 2ª vaga ser ainda uma hipótese forte, dada a inexistência de uma vacina, o início do desconfinamento durante o mês de maio, as pessimistas perspetivas de recessão, mas também, pelas eleições nos EUA que se encontram marcadas para o 4.º trimestre de 2020, perspetivando-se assim novos aumentos e picos de volatilidade.

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