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Esta semana vamos estar de olho nos resultados e no BCE!


(O "Esta semana vou estar de olho em..." desta semana é da autoria da equipa do BiG Research)

Esta semana será bastante preenchida, com mais de 100 das maiores empresas da Europa e EUA, a divulgarem resultados do último trimestre. O estudo do agregado dos resultados será importante para perceber se a tendência de crescimento do volume de negócio e investimento nas duas geografias se mantém forte. No último trimestre observámos crescimentos médios de receitas de 7,7% nos EUA e 6,1% na Europa. Para este trimestre é esperado um aumento de receitas de 6,9% nos EUA, um valor considerável no actual estágio macrocíclico se considerarmos que a expectativa para o incremento dos lucros homólogos no ano de 2018 na Europa não irá além de 0,8%, segundo estimativas compiladas pela Bloomberg.

Em Portugal, teremos os resultados de Jerónimo Martins na quinta-feira e Galp na sexta. 

Nas restantes geografias, destacamos no início da semana os resultados da Alphabet (Google), Banco Santander, Caterpillar, Peugeot e Coca Cola. Na quarta-feira a Boeing, Glaxosmithkline, Paypal e Lloyds. Na quinta divulgam a Telefonica, Royal Dutch Shell, Barclays, Deutsche Bank, Total, Amazon, Microsoft e Volkswagen. Para terminar a semana teremos os resultados de Daimler (Mercedes), Renault, BBVA e Airbus. Numa leitura geral, destacamos a importância que recai sobre a evolução dos números do sector tecnológico nos EUA, uma preponderância que advém deste segmento liderar o sentimento global, bem como procurar depreender se o newsflow negativo que rodeou o sector nas últimas semanas já acarretou algum impacto desfavorável sobre a respectiva evolução operacional/financeira.

Na próxima semana será também relevante acompanhar a reunião do Banco Central Europeu e do Banco do Japão, nomeadamente em relação à sua decisão sobre taxas de juro e evolução do programa de estímulos. Acreditamos que no caso do BCE, este não deverá sinalizar alterações ao actual programa de compras (APP) e o discurso de Mario Draghi deverá ser igualmente prudente no que concerne a forward guidance – movimento de subida de taxas de juro apenas está previsto a partir do 2T19. Esta convicção resulta essencialmente do declínio moderado de alguns indicadores recentes de actividade na Europa, mesmo num contexto de pick-up de riscos inflacionistas que decorrem do actual clima de tensões comerciais. Não obstante, consideramos que a expectativa de mercado se encontra amplamente dovish para a reunião do BCE, não descartamos um efeito assimétrico no preço das classes de activos de referência, em particular, a possibilidade de se assistir a um moderado movimento de subida das yields alemãs, mesmo que a decisão/discurso de Mario Draghi coincida com o consenso vigente do mercado.

Para consultar o calendário de resultados e eventos completo do BiG para esta semana use o seguinte link: https://www.big.pt/pdf/Newsletters/agenda.pdf.

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