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Emissão de dívida portuguesa a cinco anos com taxas mais baixas


O mais recente leilão de Obrigações do Tesouro a cinco e a dez anos, realizado pelo IGCP, registou uma diminuição ao nível das taxas no prazo mais curto, em relação aos últimos leilões comparáveis. Nesse sentido, a cinco anos, a taxa fixou-se nos 0,577%, valor que é caracterizado por Paulo Rosa, Senior Tader do Banco Carregosa, por uma “descida acentuada”.

No entanto, o especialista adverte: “é uma comparação um pouco artificial porque a última vez que Portugal emitiu dívida a 5 anos foi em outubro passado, antes de um período de queda acentuada nos juros. Se olharmos para a taxa correspondente no mercado atual, ela está nos 0,62%. Em novembro de 2017 andava pelos 0,59%”. Ainda em relação às obrigações de tesouro com vencimento em 2022, o montante fixou-se nos 490 milhões de euros, enquanto a procura foi 3,63 vezes superior à oferta, o que corresponde a mais do triplo.

No que respeita ao prazo mais longo, dez anos, cuja taxa se fixou nos 2,046%, Pedro Rosa diz que “se limitou a seguir os dados do mercado secundário, que atualmente apresenta uma taxa de 2,09% para este prazo. A taxa subiu face à última emissão (em comparação com a taxa anterior de 1,939% de 8 de novembro de 2017), mas isso é o que tem acontecido com as taxas das dívidas soberanas mais recentemente, como a Alemanha, dada a expectativa de subida de juros”. Já o montante emitido, de 760 milhões de euros, “foi o máximo previsto”, enquanto a procura, tanto numa emissão como noutra, “foi superior às últimas emissões comparáveis”, refere Paulo Rosa. No prazo de dez anos, a procura foi 2,08 vezes superior à oferta, o que representa praticamente o dobro.

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