Em que mãos estão os fundos de investimento na Europa


Na sua última publicação de estatísticas, a EFAMA incluiu informação que nos permite fazer uma análise interessante sobre quem detém os fundos de investimento. Os dados, extraídos do Banco Central Europeu, mostram que há 12,2 biliões de euros em UCITS e AIF na Europa. Mas no conjunto global do património destes veículos há 16,5 biliões no fecho da primeira metade de 2019. A diferença explica porque há já 4,3 biliões de euros em UCITS e AIF que se vendem e estão nas mãos de investidores de fora da Europa. Isto significa que um em cada quatro euros em UCITS e AIF é de não-europeus.

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Dentro da Europa, é curioso ver como não há uma correlação entre o tamanho de uma população e o seu peso em quota de património. A Alemanha é o país com maior posse nestes veículos, com 2,765 biliões de euros. O Reino Unido seguia-se, com 1,791 biliões, seguindo de muito próximo por França. Os Países Baixos já superam a Itália no património ainda que ambos completem o ranking dos cinco países com maior posse. O resto da Europa só representa 30% do património em UCITS e AIF.

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Por tipo de investidor, as seguradoras e os planos de pensões detêm a maior percentagem. Com 5,145 biliões de euros, quase metade do património pertence-lhes. A outra metade também está concentrada principalmente em dois atores: os intermediários financeiros (com 3,004 biliões) e as famílias (com 2,903 biliões). As corporações financeiras, os governos e as instituições monetárias têm posições minoritárias de 3-4% cada uma.

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Além disso, como se pode ver no gráfico anterior, é uma distribuição que se manteve estável ao longo do último ano. Apesar de os ativos terem crescido em 4.000 milhões de euros entre o segundo trimestre de 2019 e o de 2018, a única mudança foi o ligeiro aumento no peso de outros intermediários financeiros. Mais notória é a recuperação da representação das famílias face à forte queda no último trimestre do ano passado.

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