Tags: Europa | EUA |

Em mês de eleição de Trump: as subscrições fizeram-se fora da Europa


O mês de novembro de 2016 ficará para sempre marcado na história dos EUA. A eleição de Donald Trump como presidente dos EUA abriu, seguramente, uma nova era na política da maior potência mundial. João Graça, do ActivoBank, lembra que “apesar de momentos iniciais de forte correção, o discurso conciliador de Trump fez com que o mercado rapidamente invertesse a tendência e recuperar dos primeiros impactos”.

Ainda no rescaldo do Brexit, o profissional lembra que na Europa as principais notícias foram estando relacionadas “com expectativas sobre políticas futuras, começando com as contínuas negociações sobre o Brexit, passando pelas campanhas partidárias que levarão às presidências francesas, as eleições austríacas e culminando no muito esperado referendo italiano realizado a 4 de dezembro”.

Talvez numa postura mais defensiva perante este contexto de mercado, os clientes do Best, em novembro, refletiram as suas preferências em dois fundos de obrigações. Rui Castro Pacheco, head of asset management da entidade, frisou precisamente que “nos fundos mais procurados do mês estiveram dois fundos de obrigações”. Indicou que “para além do repetente Jupiter Dynamic Bond, temos também o PIMCO Income, os quais têm apresentado um desempenho interessante num ano que não tem sido fácil para os investimentos em obrigações”. Em termos intermédios, os fundos mais procurados representaram alguns habitués, como ABC Funds People Nordea Stable Return e o Blockbuster MFS Global Total Return, “que procuram manter um nível de risco controlado ao investirem em vários tipos de ativos com diferentes níveis de volatilidade”.

Brasil e EUA em evidência

O domínio na entidade, contudo, pertenceu aos fundos de ações. Rui Castro Pacheco explica que na lista aparecem seis fundos de ações, três deles com um cariz mais regional e outros três com um bias sectorial. No caso do primeiro lote destaque para “o MFS European Value que procura empresas mais estáveis e depreciadas nos mercados europeus, o Pictet USA Index, que procura seguir o desempenho de um dos principais índices americanos e ainda o BNY Mellon Brazil Equity que procura beneficiar com a potencial melhoria nos mercados brasileiros e também da sua moeda, o Real”.

A nível sectorial, o head of asset management conta que “as preferências foram para o setor da saúde com o BlackRock World Healthscience e mais especificamente com o Franklin Biotechnology Discovery e ainda para o setor do ouro com o Franklin Gold & Precious Metals”.

Do lado do ActivoBank, João Graça salienta que os clientes tentaram encontrar soluções “tanto globais como norte-americanas”. Realçou, nesse sentido, “a procura por pequenas e médias empresas norte-americanas que tenderam a beneficiar com o maior clima de protecionismo que se sente um pouco por toda a parte em conjunto com obrigações high yield com o objetivo de procurar retorno que tentativamente compense o risco existente no mercado, imperam na escolha do investidor”.

Fundos mais subscritos em novembro 

mais subs nov16Fonte: informação cedida pelo Best e pelo ActivoBank 
Profissionais
Empresas

Notícias relacionadas

Anterior 1 2 Siguiente