EFAMA atualiza as categorias de classificação de fundos europeus


A EFAMA acaba de publicar a segunda edição do seu relatório The European Fund Clasification: EFC Categories (a primeira foi em 2012) com o objetivo de adaptar os critérios de classificação às recentes evoluções de mercado e que afeta todos os fundos pan-europeus do mercado.

“Proporcionar uma classificação clara e transparente dos fundos é essencial para promover a distribuição transfronteiriça dos fundos e proteger melhor os investidores. A CFE está em condições ideais de contribuir para esse objetivo proporcionando um sistema harmonizado de classificação de fundos para ajudar os intervencionistas europeus e os seus assessores a comparar os fundos de diferentes jurisdições e adotar decisões de investimento acertadas”, afirma Bernard Delbecque, diretor da EFAMA. De facto, ainda que as gestoras podem usar diferentes metodologias no momento de classificar os seus fundos, na EFAMA incentivam a que tenham esta em conta tanto os gestores como os distribuidores para ganhar em integração e competência.

As novidades

Nesta edição há várias novidades ainda que talvez a principal seja o facto de se introduzir uma categoria de temáticas de investimento na classificação dos fundos de ações, em conjunto com os três principais critérios de classificação: setor, exposição geográfica e capitalização do mercado. Em concreto identificaram doze temas de investimento: Recursos Naturais, Infraestrutura, Clima, Agricultura, Água, Biotecnologia, Medtech, Energia Limpa, Digitalização, Nutrição, Tendências Globais e Alto Dividendo. Ainda que esta lista vá crescer à medida que cheguem ao mercado outro tipo de temáticas, esta nova classificação não anula, contudo, a que também se realiza em função do setor.

Outras das novidades é que incluem mudanças nas categorias de fundos de obrigações (uma que aplica a obrigações sem especificar e outra duração flexível) além de incluir a classificação por divisa nos fundos de obrigações flexíveis a introduzir uma nova categoria, a das obrigações hipotecárias, na lista de subcategorias de fundos de obrigações.

A última grande novidade é a que se aplica aos fundos alternativos já que se inclui uma nova classificação para determinar produtos bullish ou bearish dentro da classificação de index alavancados que se inclui na lista de ARIS (Absolute Return Innovative Strategies).

O documento com todas as especificações sobre a nova classificação de fundos pode ser consultado na web da EFAMA ou aqui.

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