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Economia portuguesa deverá manter ritmo de crescimento no quarto trimestre


À medida que caminhamos para o final de 2017, o Observatório Económico elaborado pelo BBVA Research revela que a economia portuguesa deverá registar uma estabilização do crescimento no quarto trimestre de 2017.Depois de ter acelerado durante o terceiro trimestre, alcançando os 0,5% t/t, a entidade estima que o crescimento se deverá situar nos 0,4% t/t, com uma recuperação do dinamismo por parte do investimento e das exportações.

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Esta previsões são suportadas, por um lado, pelo Indicador de Confiança Industrial elaborado pela Comissão Europeia, que revela que no mês de outubro este se encontra no nível mais elevado desde 2007, e, por outro, pelo crescimento de 4,4% m/m registado pela exportações durante esse mesmo mês.

O relatório destaca, ainda, que o consumo e o turismo poderão corrigir parte do impulso. De facto, apesar da desaceleração das vendas a retalho em outubro face aos meses anteriores (-2,3% m/m), “a confiança dos consumidores desse mesmo mês manteve a tendência de melhoramento observada ao longo do 3T17”. Dito isto, a entidade espera que se verifique “um ajuste no crescimento do consumo privado durante o quarto trimestre de 2017”.

Terceiro trimestre: procura interna em destaque e balança comercial negativa

Relativamente ao crescimento registado no terceiro trimestre, a entidade afirma que este foi suportado pela procura interna, “que contribuiu com 0,7pp para o crescimento trimestral do 3T17, mais uma décima do que no trimestre anterior”. O consumo privado, por sua vez, aumentou 1,4% t/t, dinamismo que considera ser resultado de factores como “a melhoria da confiança dos consumidores e dos bons registos do mercado laboral”. Não obstante, o relatório revela que o ritmo de criação de emprego desacelerou, passando de 2,2%t/t no final do trimestre anterior para 0,9% t/t durante o terceiro trimestre de 2017.

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Do lado do consumo público, não foram registadas quaisquer variações, “o que é consistente com o processo de ajuste do défice público”, destaca o relatório. Em sentido contrário terminou o crescimento do investimento, que apesar de registar um momento positivo em termos anuais (10% a/a no terceiro trimestre de 2017), verificou uma correção de -1% t/t face ao trimestre anterior.

 Do lado da procura externa líquida, apesar do crescimento de 0,8% t/t das exportações, as importações cresceram a um ritmo superior – 1,3% t/t. Assim, “a procura externa líquida volta a reduzir o crescimento no final do terceiro trimestre de 2017 e, pelo segundo trimestre consecutivo, reduziu duas décimas ao avanço do PIB trimestral”, revela o relatório.

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