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"É expectável que aumente a disparidade macro-económica entre Mercados Desenvolvidos e Mercados Emergentes"


(Perspetivas para 2019, traçadas por Madalena Teixeira, da Ask Wealth Management)

  • O que esperam de cada uma das principais economias (EUA, Europa, China Japão) no ano de 2019?

2019 será com certeza um ano difícil no que concerne à gestão de activos. À semelhança do registado em 2018, em especial na segunda metade do ano, teremos vários indicadores macro-contrários e de difícil leitura. É expectável que aumente a disparidade macroeconómica entre Mercados Desenvolvidos e Mercados Emergentes, como também é expectável que aumentem as assimetrias de crescimento económico dentro de cada um dos blocos económicos (MD vs. ME).

Neste sentido, espera-se em 2019 um abrandamento no ritmo de crescimento nas principais economias (EUA/Europa/China/Japão) sendo que a Europa deverá ser a região onde o impacto será maior. Contrariamente às restantes regiões a Europa encontra-se ainda numa sob efeito de “remédios” aplicados como estímulo económico, contudo a “prescrição” tem tardado em surtir resultados por diversas ineficiências desta região, e as “melhoras” a que se assiste não têm sido robustas nem consistentes.

  • Quais as classes de ativos melhor posicionadas para enfrentar o novo ano e que perspetivas têm para cada uma delas (obrigações, ações, imobiliário...). Se tiverem alguma perspetiva sobre o petróleo, dado que é o tema do momento poderia ser importante.

​​​O posicionamento para 2019 será, e como referido inicialmente, a maior dificuldade que enfrentaremos. Se por um lado, é expectável um abrandamento económico global por outro os activos que tipicamente são considerados de refúgio apresentam actualmente um valor intrínseco muito próximo de zero. Desta forma mais de que uma selecção criteriosa dos activos devemos olhar para regiões com maior detalhe.

  • Que riscos monitorizam por esta altura com maior preocupação e porquê (mercado ou negócio)?

Mais do que riscos penso que nos defrontamos actualmente com incertezas de várias espécies. A maior tem a ver com o abrandamento no ritmo de crescimento global, e este fenómeno será patente nos dados macro a divulgar. Por outro lado, temos as questões relacionadas com os ciclos de taxa de juro nas diferentes regiões, e a diferentes ritmos. Finalmente temos diferentes temas políticos por esclarecer e cuja resolução terá um impacto considerável no desempenho do próximo ano: Brexit; Tarifas Comerciais EUA; “diplomacia” EUA /China /Rússia; desenvolvimento político-económicos na América Latina e decisões da OPEC. Estas são as “ one (or several) million dollar questions” para 2019.

  • Qual o fundo de investimento (obrigações, ações, misto, alternativo) que recomendam para o ano de 2019 e porquê?

Como fundos de investimento para o próximo ano considero pertimente  a escolha de fundos obrigações de taxa variável, as opções para o mercado europeu são escassas, ainda assim podemos contar com algumas boas soluções. Na componente de risco soluções L/S ou Unconstrained poderão ser boas alternativas também, mas lá está implicam a escolha acertada dos mesmo por caso contrário o efeito pode ser contrário ao esperado. A selecção de exposição a fundos mistos poderá ser uma boa solução para a diversificação das carteiras. Para cada uma das componentes poderemos olhar para soluções da Allianz, Blackrock, BlueBay ou Capital Group, respectivamente.

  • Quais os temas de investimento sobre os quais estão mais "sedentos" de informação por esta altura?

As decisões em matéria de ciclo de taxas de juro quer nos EUA quer na Europa serão essênciais para determinar a evolução dos mercados nos próximos meses.

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