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Duas mãos (bem) cheias de fundos imobiliários


O mês mais pequeno do ano trouxe, novamente, um decréscimo no valor líquido global dos fundos de investimento imobiliário. Os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP – mostram que este segmento fechou fevereiro com um valor líquido global de 10.008 milhões de euros, menos 0,1% do que o registado no primeiro mês de 2016. Face ao mesmo mês de 2015, a queda é muito acentuada, na ordem dos 8,5%, numa amplitude monetária superior a 900 milhões de euros. Apesar da queda registada em fevereiro, diversas entidades conseguiram aumentar o seu valor líquido global, tal como a Funds People referiu.

Poucas (ou nenhumas) mudanças na frente

Entre os maiores produtos imobiliários, cujas sociedades gestoras se encontram associadas na APFIPP, apenas um consegue superar os 500 milhões de euros em valor líquido global. Trata-se do Fundimo que é da responsabilidade da Fundger e que no final de fevereiro tinha um património total de 595,6 milhões de euros. Este fundo imobiliário aberto de rendimento é o mais antigo do mercado, distribuindo periodicamente aos participantes os rendimentos gerados pela carteira. Segundo o prospecto do produto, esses rendimentos são distribuídos “semestralmente, ocorrendo a sua realização no primeiro dia útil de junho e de dezembro, por crédito nas contas dos participantes”.

Com 326 milhões de euros surge, logo de seguida, o fundo NovImovest que é da responsabilidade da Santander Asset Management. Trata-se de um fundo imobiliário aberto de acumulação, ou seja, “não distribuírem rendimentos, reinvestindo automaticamente os rendimentos gerados pelas respectivas carteiras”.

Acima dos 300 milhões de euros ainda surgem mais três produtos, sendo os três de categorias diferentes. Com 321 milhões de euros encontramos o maior fundo fechado do mercado: o Fimes Oriente que é da responsabilidade da Gesfimo. Os dois seguintes são, ambos, fundos imobiliários abertos: o Imofomento e ainda o CA Património Crescente. O primeiro é um fundo aberto de rendimento da responsabilidade da BPI Gestão de Activos e tinha, no final de fevereiro, um valor de carteira superior a 317 milhões de euros. Já o CA Património Crescente, da Square Asset Management, fecha o lote dos fundos com mais de 300 milhões de euros, tendo fechado o mês de fevereiro com 316 milhões de euros.

Os dez maiores produtos imobiliários

Fundo  Gestora  Categoria APFIPP Valor da carteira
Fundimo Fundger Aberto de Rendimento   595 608 576 €
NovImovest Santander Asset Management Aberto de Acumulação   326 155 806 €
Fimes Oriente Gesfimo Fechado   321 897 863 €
Imofomento BPI Gestão de Activos  Aberto de Rendimento   317 416 301 €
CA Património Crescente Square Asset  Management Aberto de Acumulação   316 943 994 €
Vip Silvip Aberto de Rendimento   298 931 994 €
Imonegócios Imofundos  Aberto de Acumulação   280 272 582 €
NB Património GNB Gestão de Ativos  Aberto de Rendimento   260 048 351 €
AF Portfólio Imobiliário Interfundos Aberto de Acumulação   243 473 588 €
Banif Imopredial Banif Gestão de Activos  Aberto de Acumulação   238 784 789 €

Fonte: APFIPP a 29 de fevereiro

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