Duas estratégias flexíveis que procuram oportunidades em todo o mercado de obrigações


Bob Jolly, responsável global da estratégia global macro, esteve em Lisboa a falar do universo de obrigações e de dois fundos ‘core’ da Schroders: o Schroders ISF Strategic Bond Fund e o Gaia Global Macro Bond Fund. Ambos adoptam uma visão ‘top-down’ e uma estratégia diversificada. São fundos flexíveis, diferenciando-se no objectivo de risco e retorno , investindo tanto em títulos ‘investment grade’ como ‘sub investment grade’ de emissões corporativas e soberanas, assim como divisas. O segundo, está inserido na SICAVGAIA  (“Global Alternative Investor Access”),  e procura alcançar um retorno de Euribor mais 8% com um ‘target’ de volatilidade de 8% e descorrelacionado dos outros mercados, além de ter uma abordagem de retorno absoluto o que o torna muito popular entre os demais fundos.

O fundo Schroders ISF Strategic Bond Fund ofereceu nos últimos três anos uma rendibilidade anualizada de 6% enquanto o Schroder GAIA Global Macro Bond Fund alcança já os 8,28% (dados de 30 de Maio da Bloomberg) desde o início do ano. As duas  estratégias têm como elemento chave para a construção do portefólio diversificar o capital por estilo de investimento, horizonte temporal e fontes de ‘alpha’ e introduzir a gestão do risco como parte integral do processo. “Devemos questionar-nos diariamente sobre as razões que nos levaram a deter determinada posição. Em caso dos factores que levaram à compra terem desaparecido, então é momento para desfazer essa posição”, afirma Bob Jolly, gestor do Strategic Bond e do GAIA Global Macro Bond Fund.

No mercado de obrigações, Jolly reconhece que as rendibilidades que oferece a dívida pública são tão baixas que é imprescindível procurar alternativas. “A longo prazo, não faz sentido investir em algo que te faz perder dinheiro”. No caso do Schroders ISF Strategic Bond, o gestor tem vindo a adoptar uma estratégia táctica onde sobrepondera divida periférica , em detrimento de obrigações dos países “core” Europeus, como por exemplo Alemanha. Um dos  objectivos é evitar ‘defaults’. “As medidas introduzidas pelos bancos centrais fazem com que o risco de falta de pagamento seja baixo, mas ao mesmo tempo fez com que as taxas estejam em mínimos históricos. Dai a importância de uma estratégia global e flexível que procure gerar retornos num contexto de taxas muito baixas.

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