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Dívida pública e privada alemã vale mais de 600 milhões de euros nos fundos nacionais


O Luxemburgo continua a ser a praça de investimento que mais dinheiro “recolhe” no que toca ao investimento protagonizado por OICVM e OIA portugueses. Dados trimestrais da CMVM, patentes nas últimas informações dos indicadores trimestrais de gestão de ativos  relativos ao quarto trimestre de 2018, mostram que, contudo, esse valor diminuiu no último ano, à semelhança do que aconteceu também com todo o investimento feito em ativos de Portugal, Alemanha e Reino Unido, refletindo assim o pouco favorável último trimestre de 2018.

No Luxemburgo, a dívida privada emitida no país é a que recolhe a maioria do investimento protagonizado por estes organismos nacionais, no caso 95,8%. No final de dezembro passado estavam alocados a este ativo 808,4 milhões de euros, menos 11,6% face a setembro, e menos 17,6% em comparação com um ano antes.

Dívida alemã

A preferência por ativos alemães por parte dos OICVM e OIA nacionais traduz-se num investimento de 822,4 milhões de euros, o segundo montante mais expressivo por país. É aqui que encontramos uma das poucas variações positivas em termos anuais: o investimento em dívida pública alemã avançou 52% no período, tendo terminado 2018 a valer praticamente 160 milhões de euros dentro dos portefólios em análise. A dívida privada emitida no país, por seu turno, representa 480,7 milhões de euros nos produtos em análise. Contas feitas, a dívida de cariz alemão valia, no termino do ano passado, 640 milhões de euros nos OICVM e OIA nacionais.

Os valores mobiliários portugueses não foram exceção ao panorama geral e também refletiram quedas fortes de investimento, sobretudo em termos anuais. Destaque, contudo, para algumas variações positivas no trimestre. A dívida pública nacional, por exemplo – que é o valor mobiliário nacional com maior expressão dentro dos portefólios (36,2%) – conseguiu uma variação positiva de 1,3% nos últimos três meses de 2018, fechando dezembro nos 178,8 milhões de euros. Recorde-se que recentemente o IGCP demonstrou que depois de um período em que os gestores de fundos de investimento desinvestiram da dívida portuguesa, em 2017 estes voltaram a encontrar valor nestes ativos e, a par com as instituições financeiras, reforçaram o investimento.

No último trimestre destaque também para o investimento em dívida privada, que cresceu 2% no último trimestre totalizando 147 milhões de euros no final de dezembro passado.

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Fonte: CMVM, dezembro 2018
 

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