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Dívida pública aumenta peso na carteira de investimentos


O valor da carteira de investimentos das seguradoras situou-se em 53 mil milhões de euros no final de 2012, um montante idêntico ao do ano anterior, tendo contudo a sua estrutura sofrido alterações, nomeadamente com um aumento do peso da dívida pública.
O ramo Vida é o responsável pela grande maioria deste valor - 42,7 mil mihões de euros -, enquanto o Não Vida por 7,3 mil milhões, havendo ainda 2,65 mil milhões em activos não afectos, ou seja, que estão no balanço das seguradores mas não alocados à cobertura de qualquer tipo de responsabilidades.
A principal alteração na carteira de investimentos do sector, destacou Miguel Guimarães, director-geral adjunto da APS, aquando da apresentação dos resultados anuais, aconteceu ao nível da estrutura,com um reforço da dívida pública e dos depósitos e, em sentido inverso, uma diminuição do peso da dívida privada e dos produtos estruturados.
Dentro da componente das obrigações, que manteve um peso idêntico ao de 2011 (71,3% no ano passado contra 71,0%), o peso da dívida pública cresceu para 27%, de 24,9%, tendo a dívida privada recuado para 39% de 42,1% e as outras obrigações registado um aumento para 5,3% de 4,1%. No total, a dívida pública em carteira era de 13 mil milhões de euros no final do ano passado, sendo que só a portuguesa ascendia a 8,7 mil milhões, adiantou Miguel Guimarães.
Referência ainda nas alterações na carteira para o crescimento do peso dos depósitos, cujo peso era de 12,2% em 2012 (10,7% em 2011) e para a redução do dos produtos estruturados, para 3,3% de 4,7%. Quanto aos restantes activos, o peso das acções recuou para 2,2% (de 2,5%) e o das unidades de participação em fundos de investimento desceu dois pontos percentuais para 8,4%. O dos imóveis também diminuiu, passando para 1,8% (2% em 2011), enquanto o dos derivados registou uma subida para 0,7% (0,5% em 2011).
No comunicado de apresentação dos resultados do sector segurador, a APS sublinha que, de um modo geral, a carteira de investimentos tem "uma estrutura prudentem privilegiando a componente das obrigações, mas que tem assegurado uma remuneração significativa das poupanças que, em grande parte, está a cobrir".