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Diversidade caracteriza escolhas dos investidores de ETF em junho


“O mês de junho poderá ser sumarizado como uma extensão de abril e maio, como uma sustentada recuperação, embora já perdendo algum do ímpeto dos dois anteriores meses”, quem o diz é João Queiroz, head of online banking do Banco Carregosa. O profissional explica que no mês, “as alocações continuaram a privilegiar mais os ativos de maior risco percebido como as ações e as obrigações corporativas, com as carteiras passivas com procura por trackers”. Ao mesmo tempo, “as carteiras ativas registaram um acréscimo de procura por fundos que permitissem mitigar o impacto do acréscimo de volatilidade e de uma generalizada perda de valor dos mercados acionistas (baseados em VIX e estratégias short/ reverse / inverse)”.

João Queiroz afirma ainda que “os dados macroeconómicos sugerem que poderemos ter saído da zona mais destrutiva, mas carece ainda de tempo para se ganhar tração e força”. Em julho, com a divulgação de resultados do 2.º trimestre podem verificar-se surpresas positivas, contudo, “podem ainda não validar uma sustentada recuperação para os preços que antecederam a fase severa da pandemia”. Para o profissional, os investidores vão ser cautelosos em relação às as suas posições para não serem novamente penalizados e vão procurar gerir o risco para manter as suas carteiras preparadas para um cenário de maior recuperação a prazo.

Diversidade de escolhas

Entre as preferências dos clientes do Banco Best, Rui Castro Pacheco, diretor-adjunto da entidade, destaca os índices acionistas, as commodities e um ETF de obrigações americanas.

Quanto aos ETF que seguem índices de ações, no top 10 de fundos mais subscritos “podemos encontrar um ETF relacionado com o petróleo, ao seguir um índice de ações que tem os seus negócios no setor da exploração e produção de petróleo e gás. O ETF é o SPDR® S&P Oil & Gas Exploration & Production ETF”, explica o diretor-adjunto do Banco Best.

“Nas commodities, o petróleo continua a ser a estrela este ano”, comenta. Nas palavras de Rui Castro Pacheco, a volatilidade que vista neste ativo tem feito com que os investidores tentem aproveitar alguns níveis de preços mais baixos, apostando na recuperação desses valores. “Os ETF preferidos pelos nossos clientes foram o United States Oil Fund, LP e o Invesco DB Oil Fund”, refere.

Relativamente aos índices de ações americanos, o profissional sublinha a diversidade de escolhas por parte dos clientes. “Começamos pelo mais genérico S&P 500 com cobertura cambial para EUR, com o ETF iShares S&P 500 EUR Hedged UCITS ETF (Acc) EUR, passamos pelo tecnológico Nasdaq com o ETF ComStage Nasdaq-100® UCITS ETF EUR e terminamos no mais industrial Dow Jones com o ETF iShares Dow Jones Industrial Average UCITS ETF (DE) EUR. De registar ainda a aposta na queda do S&P 500 com o ETF ProShares Short S&P500”, refere.

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