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Dinâmica dos investidores em 2017 é visível nas estatísticas de recepção de ordens


A dinâmica nos mercados financeiros em Portugal ao longo de todo o ano de 2017 está patente nos dados de recepção de ordens publicados pela CMVM no Relatório Trimestral de Intermediação Financeira. Não só o volume de ordens no mercado de ações cresceu 10% no ano, para um total de 20.455 milhões de euros, como as ordens sobre instrumentos de dívida pública e privada cresceram 18,2% e 61,4%, para 47.961 milhões de euros e 28.248 milhões de euros, respetivamente.

Dentro dos grandes segmentos de ativos, as ordens sobre outros valores mobiliários são aquelas que menor crescimento verificaram, crescendo 2,7% para um total de 8.117 milhões de euros.

Quotas de mercado

No acumulado do ano o BCP passou a liderar a tabela nas ordens recebidas em ações, atingindo um volume na ordem dos 2,63 mil milhões de euros enquanto que o BPI ocupa o lugar imediatamente após, com um volume ligeiramente inferior, de 2,61 mil milhões de euros. Estes valores refletem uma taxa de crescimento superior a 40% para ambas as entidades durante o ano de 2017. Os anteriores líderes de mercado, o Haitong Bank e o Novo Banco, perdem no ano uma significativa quota de mercado e passam a ocupar o terceiro e quarto lugares, respetivamente.

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Na dívida pública, tal como na dívida privada, é o Banco Carregosa que lidera o mercado destacadamente, em termos de volume de ordens recebidas, tendo registado, adicionalmente, taxas de crescimento acentuadas nos volumes em 2017. Nestes segmentos destaca-se o sentido oposto da evolução do negócio do Haitong Bank face às ordens em ações, sendo que ganhou uma significativa quota de mercado.

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Já no que se refere a outros valores mobiliários observamos a liderança destacada do Banco BIC Português (EuroBic), embora o BCP tenha ganho terreno significativo no ano, ocupando agora o segundo lugar da tabela. O Novo Banco, que anteriormente ocupava esta posição, viu os volumes de ordens recebidas a recuar 58,4% e ocupa agora a quinta posição. De destacar, o crescimento de duas sociedades de consultoria para investimento no volume de ordens recebidas em outros valores mobiliários, nomeadamente a Baluarte e HawkClaw que apresentaram volumes de 15,4 milhões de euros (+282,1%) e 14 milhões de euros (+59,8%), respetivamente.

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