Digitalização e inovação sem precedentes na saúde e nas ciências biomédicas


(TRIBUNA de Wesley Lebeau, gestor de ações temáticas e responsável pela estratégia Global Disruptive Opportunities, CPR AM, Amundi AM. Comentário patrocinado pela Amundi AM.)

A telemedicina está a crescer e tem ajudado os prestadores de cuidados de saúde, quer na resposta mais eficaz às necessidades das pessoas que contraíram o vírus, quer no seguimento do estado de saúde dessas pessoas. Os cuidados médicos à distância e a telemedicina permitem medir alguns dos indicadores de diagnóstico, como a temperatura, o ritmo cardíaco ou a tensão arterial.

Segundo a Teladoc, empresa de prestação virtual de cuidados de saúde líder de mercado nos Estados Unidos, o mercado potencial norte-americano pode chegar aos 10.000 milhões de dólares e o mercado mundial pode atingir um volume semelhante. A telemedicina está a ter um contributo positivo no setor da saúde durante a pandemia e está a ser utilizada de várias formas. Empresas como a Teladoc declararam recentemente que a epidemia vai alterar significativamente o seu negócio.

Na China, onde se registaram os primeiros casos do vírus, o surto fez com muitas pessoas, preocupadas com sintomas do coronavírus ou demasiado assustadas para se dirigirem a um hospital, recorressem a plataformas de empresas como The Good Doctor, Baidu Inc's Wenyisheng e Alibaba Health Information Technology Ltd. A maior plataforma da China, The Good Doctor, assinalou que contava com três milhões de utilizadores com subscrição mensal paga no final do ano passado. Segundo os dados da App Annie, o número de downloads aumentou 1,186% na semana de 26 de janeiro, comparativamente à semana anterior. Na sua última publicação de resultados, a empresa afirmou que a média de registos diários entre 22 de janeiro e 6 de fevereiro era 10 vezes superior à dos primeiros 21 dias de janeiro, ainda que não tenha fornecido novos números de registos.

Em termos de diagnóstico, as empresas de dispositivos médicos anunciaram algumas melhorias importantes. De acordo com a página Visual Capitalist, existem muitas inovações em curso no campo da saúde para combater a COVID-19: 41 testes de diagnóstico para ajudar a identificar casos positivos, que aguardam aprovação por parte das entidades reguladoras, 23 ensaios clínicos ou tratamentos para aliviar os sintomas ou curar os pacientes e cinco ensaios clínicos de vacinas para a prevenção de potenciais infeções futuras. A título de exemplo, no final de março, a empresa americana Abbott recebeu a aprovação da FDA para os testes à COVID-19 com resultados em cinco minutos. Os resultados rápidos permitem que os profissionais de saúde optem por tratamentos adequados e mais eficazes e tomem decisões para controlar a infeção.

A imunoterapia também poderá fazer parte da solução na corrida à vacina contra a COVID-19. Em março, o grupo farmacêutico Pfizer anunciou que estava a trabalhar numa potencial vacina contra a COVID-19 em parceria com a BioNTech, uma empresa alemã que desenvolve novos tipos de imunoterapia. O esforço conjunto fará com que as duas empresas parceiras trabalhem numa vacina baseada em RNA mensageiro, concebida para evitar que a população contraia o coronavírus.

Esta colaboração junta duas das empresas mais importantes e consolidadas do setor farmacêutico e uma empresa jovem que está na vanguarda das imunoterapias baseadas em RNA. Os tratamentos não utilizam amostras do vírus propriamente ditas, como as vacinas tradicionais. Em vez disso, dependem do RNA para dar início a uma produção de proteínas suficientemente semelhantes ao vírus e desencadear a criação de anticorpos eficazes contra a infeção.

O fundo CPR Invest Global Disruptive Opportunities conseguiu aproveitar o desenvolvimento e a inovação no campo da telemedicina e da saúde – potenciados pela pandemia – dentro da dimensão da Indústria 4.0, uma das quatro dimensões disruptivas do fundo juntamente com a economia digital, as ciências da vida e da saúde e o ambiente. O fundo oferece, assim, um ponto de entrada único e diversificado para aceder e tirar partido do crescimento de cerca de 30 subtemas disruptivos agrupados nessas quatro dimensões. Uma exposição completa e global ao ecossistema disruptivo, isto é, uma oportunidade para investir e tirar partido de todas as tendências que geram oportunidades.

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