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Dexia Asset Management apresentou o seu ‘outlook’ económico e financeiro


A Dexia Asset Management (Dexia AM) trouxe ontem a Lisboa o seu economista-chefe Anton Brender, para quem “a lenta re-aceleração do crescimento nos mercados emergentes ainda deve apoiar a actividade dos EUA, especialmente porque, desde o novo milénio que a indústria manufactureira norte-americana tem vindo a superar os seus principais concorrentes, beneficiando do facto do dólar estar mais fraco. O economista-chefe da Dexia AM disse que “a economia dos EUA está em fase de crescimento auto-sustentado e agora parece capaz de resistir às alterações mais rigorosas no regime fiscal”. A abertura ao crédito e a concessão de empréstimos hipotecários apresentam gradualmente uma recuperação e verifica-se um aumento da riqueza das famílias, que devem conseguir manter as suas taxas de poupança nos níveis actuais, informou a entidade gestora num comunicado oficial. Quanto à questão fiscal, na gestora consideram que é um debate longe de estar concluído mas “uma coisa é certa: mesma que a actividade acelera de uma média de 2% em 2013 e 2,5% em 2014, a política monetária continuará a ser flexível”, acrescentaram.

Voltando para a Zona Euro, questionam se estará a região perdida em estagnação. O anúncio da implementação do programa OMT (Outright Monetary Transactions) pelo Banco Central Europeu (BCE) no último Verão foi um longo caminho para reduzir as tensões no mercado de dívida soberana. A actividade, no entanto, continuou fragilizada. Todos os motores de crescimento interno, da Zona Euro, estão paralisados. De acordo com Florence Pisani, economista da Dexia AM e que também esteve presente na conferência de ontem em Lisboa, a actividade da Zona Euro deve continuar, em média, em 2013, em contracção (0,5%) e o crescimento deve permanecer fraco em 2014, com aumento de apenas 0,6%. "Se não há nenhuma mudança de estratégia, a actividade continuará a ser precariamente fraca e o risco de cair na armadilha de austeridade vai tornar-se uma realidade para um número crescente de países na região. Até o momento, embora o BCE tenha afirmado fazer o for necessário para salvar o euro, há pouca coisa que possa fazer para relançar a actividade empresarial”, sublinhou Pisani.

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