Deutsche Bank consolida quota de mercado na comercialização de fundos estrangeiros


Seria de esperar que também ao nível dos OICVM estrangeiros comercializados em Portugal se sentissem as repercussões daquele que foi um último trimestre de 2018 pouco abonatório para os mercados financeiros. A CMVM assim o confirma, na síntese dos indicadores trimestrais de gestão de ativos referentes ao quarto trimestre do ano passado.

Os números referentes ao montante sob gestão em fundos estrangeiros em Portugal dão conta de uma variação trimestral negativa de 7,7%, que fez com que o valor nestes produtos se fixasse nos 3.997,7 milhões de euros, um montante inferior ao de três meses antes, no final de setembro, altura em que se contabilizavam 4.333,1 milhões de euros em OICVM estrangeiros. Também em termos anuais existe uma diminuição no montante, no caso de 2,7%. No que se refere ao número de OICVM estrangeiros distribuídos em Portugal, uma diminuição também foi registada, no caso de menos dois OICVM face a setembro.

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Lideranças: Best e Deutsche Bank

Muito embora o Banco Best se mantenha no papel entidade comercializadora com a oferta mais vasta ao nível de OICVM estrangeiros, o regulador dá conta de uma diminuição no número de produtos disponibilizados ao longo de 2018. O supermercado de fundos terminou  2018 a distribuir 88 OICVM estrangeiros, o que compara com os 94 de setembro, e os 96 de um ano antes.

Em sentido contrário esteve o Deutsche Bank e também o BiG. A primeira entidade terminou 2018 a distribuir 39 OICVM estrangeiros, mais um do que um ano antes. O BiG, por sua vez, fechou o ano a comercializar 32 OICVM estrangeiros, mais dois do que no final de 2017.

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Quando a análise se faz por quota de mercado, é o Deutsche Bank que se destaca. Muito embora o valor distribuído pela entidade tenha contraído no último trimestre – cerca de 3% - a entidade conseguiu aumentar a sua quota de mercado no período. Fechou 2018 com 1.388 milhões de euros alocados a fundos estrangeiros, e uma quota de mercado de 34,7%, mais 1,6% em termos trimestrais, e 2,5% face ao mesmo período de 2017.

O Bankinter, por seu turno, que se posiciona no segundo posto ao nível da distribuição, embora tenha diminuído ligeiramente a sua quota de mercado em termos trimestrais e anuais, fechou 2018 nos 618 milhões de euros de volume em fundos estrangeiros.

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