Descubra como evoluiu a alocação dos fundos perfilados nacionais mais moderados


Analisadas as alocações a classes de ativos e geografias das carteiras médias dos fundos perfilados nacionais com um nível risco mais defensivo, chegou a vez dos fundos moderados. Vale referir que os novos fundos lançados durante o período em análise apenas são considerados nas médias três meses após o lançamento. Para esta análise utilizamos da Morningstar Direct.

“O início do mês de outubro foi negativo para os mercados, com os fracos dados económicos a influenciarem o sentimento dos investidores, tendo, no entanto, esta tendência invertido na segunda metade do mês. A aproximação de posições negociais entre China e EUA terá servido de catalisador para uma subida de 2% no S&P500 e 1% no EuroStoxx50. A acompanhar este sentimento, esteve a expectativa concretizada de mais um corte de taxas por parte da FED, que reduziu a sua taxa diretora em 0,25%. Os dados económicos divulgados no mês permaneceram fracos, com a tendência na Zona Euro a estabilizar e nos EUA a recuperar ligeiramente, mas ainda longe de indicar uma recessão na Europa”, conta Stefano Amato, gestor do Santander Select Moderado.

Para Pedro Vieira, gestor do IMGA Alocação Moderada, outubro foi um “mês de performances positivas nos mercados acionistas, com os índices norte-americanos a atingirem novos máximos, suportados pelo entusiasmo dos investidores por um acordo parcial, apelidado de fase 1, na disputa comercial entre a China e os EUA e pela redução do risco de “no deal” no Brexit, após o agendamento de eleições no Reino Unido”.

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No que concerne a alocação a classes de ativos globais, não foram registadas grandes alterações face a setembro. No entanto, verificou-se uma ligeira descida de 1,36% do peso da liquidez. A carteira do Santander Select Moderado foi uma das que experimentou esta diminuição tal como explica Stefano Amato: “Reduzindo o número de ativos em carteira, a gestão diminuiu a liquidez e a exposição a ativos high yield, retorno absoluto e a ações europeias, através do aumento da exposição a obrigações governamentais e corporativas europeias e ações emergentes e japonesas. Este movimento permitiu diminuir o risco e, ao mesmo tempo diversificar o portefólio do fundo”.

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“No ambiente de adesão ao risco os mercados obrigacionistas foram penalizados pela subida das taxas de juro, apesar do reforço da política expansionista dos bancos centrais, com a Reserva Federal a reduzir novamente as suas taxas de referência. Destaque ainda para o tom positivo da apresentação trimestral de resultados empresariais e para alguns números macroeconómicos que surpreenderam pela positiva, nomeadamente o PIB nos EUA e na Zona Euro”, explica Pedro Vieira.

No entanto, em outubro, o peso das obrigações soberanas na componente de obrigações destes fundos passou de 22,21% para 23,21%, face ao mês de setembro. Já no caso das obrigações corporativas, estas sofreram um ligeiro golpe no seu peso na componente de fixed income da carteira média de 3,46% comparativamente ao mês anterior.

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Nas geografias podemos afirmar que não houve nenhuma variação relevante na alocação geográfica da componente acionista, no entanto, vale referir que se verificou uma pequena descida na alocação a ações na região da Europa Desenvolvida em favor, por exemplo, da região da Ásia Emergente.

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A nível geográfico, o segmento obrigacionista viu o peso dos ativos da região da Europa Desenvolvida aumentar 4,61%, o que se traduz no maior aumento desde o início do ano.

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