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Descorrelação e sentimento


Foi com a sala cheia que Toby Gibb, diretor de investimentos das estratégias de Retorno Absoluto da Fidelity, interagiu com os intervenientes, tendo começado a sua apresentação com os resultados do Analyst Survey 2016 da Fidelity International . A sondagem foi efectuada pela gestora a 177 analistas da entidade em base a 5 aspectos das companhias que seguem regularmente (política de dividendo, retorno das industrias, fortaleza dos balanços, confiança dos quadros directivos e investimento empresarial), com uma perspectiva de 3 a 5 anos. Uma vez agregadas as respostas e ponderadas conforme o market cap das distintas industrias, a Fidelity obtém um indicador de sentimento interno relativamente aos diversos mercados e economias.

Em termos regionais, para o 2016, o Japão foi a região onde o sentimento dos analistas se mostrou mais favorável, seguido da Europa. No que toca aos sectores, é o segmento de IT que lidera a lista, seguido do consumo básico e da saúde. Do lado negativo, e em linha com as desconfianças do mercado, surgem sectores como a energia, os materiais e as utilities.

Onde investir?

O mercado tem estado muito estreito em termos de alternativas de investimento. Toby Gibb dá como exemplo o investimento em cash nos EUA. “A inflação é baixa, mas a taxa real do dinheiro está em terreno negativo”, afirma. Também as yields das obrigações estão em mínimos históricos e os spreads de crédito estão a alargar. Sobre o mercado acionista, o profissional explica que “as valuations em linha com a média histórica dão margem para o mercado continuar a subir”.

Já o QE forçou os investidores a aumentar o risco em carteira, pois  com as “yields de menor risco a caírem de forma vincada, o investidores têm que procurar alternativas de retorno”, refere Toby Gibb. Assim, e tal como mostra a tabela seguinte, as yields e o risco mostram em que direção estão a ir os fluxos dos fundos de investimento.

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Como investir?

O especialista da Fidelity apresentou dois fundos com estratégias não direcionais da gama da Fidelity International: o SharpeR Europe e o Global Alpha.

O primeiro, com um enfoque nos mercados europeus, apresenta um objetivo de volatilidade entre os 5% e os 9% e uma construção de carteira rigorosa, tal como o seu processo da gestão do risco. O controlo do risco tem como “objetivo minimizar ao máximo o dradwdown”, referiu Toby Gibb.

Relativamente ao Global Alpha, o diretor de investimentos das estratégias de Retorno Absoluto da entidade, refere que seguem uma “estratégia mais tradicional, através de equity long/short”. Já a volatilidade faz parte do processo de investimento e o hedging é oportunístico em ações, sectores, macro ou ao nível de mercado. A abordagem de investimento, por seu turno, é “baseada em pressupostos conservadores, com as exposições brutas e líquidas a serem impulsionadas pelas oportunidades, com um horizonte de médio/longo prazo”, refere o profissional.

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