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Desconfiança em relação ao Euro, enquanto a economia americana continua a dar nas vistas


O sentimento em relação ao Euro continua a ser de cepticismo, com o acordo com a Grécia a demorar e o prazo a terminar muito rapidamente. Se por um lado o mercado espera um acordo, o que suporta a recente subida da cotação do Euro face ao Dolar até aos 1.1043 atingidos pós-FOMC, por outro, a divergência entre as políticas monetárias do Fed e do BCE mantêm a pressão para baixo, com o par como objectivo.

O Euro beneficia das surpresas positivas observadas no IFO Alemão e da evolução positiva dos indicadores adiantados desde o arranque do programa QE do BCE com o sentimento do consumidor Alemão a registar novo máximo.

Os dados sobre o agregado monetário M3 na Zona Euro apontam para um crescimento económico nos próximos meses, ao subir 4.0% YoY com a anterior leitura a ser revista em baixa de 4.1% para 3.7%. Apesar de saírem abaixo do esperado, o agregado monetário continua a aumentar depois de ter batido no mínimo em abril de 2014. Apesar do mecanismo de transmissão monetária ainda não estar a funcionar como pretendido, mostra alguns sinais de melhoria.

Nos Estados Unidos, a descida das ordens de bens duradouros cria dúvidas sobre o crescimento do PIB Americano nos níveis esperados pela Fed. As durable goods orders desceram abaixo das expectativas dos analistas, com o total de ordens a descer 1.4% MoM revertendo a subida de 2% verificada em janeiro. Este dado pode ser muito distorcido pelos dados das vendas de aviões e os dados sobre os transportes foram muito voláteis de novo, com as ordens de non-defence aircraft a descerem 8.9% MoM e 40.3% YoY. Dados mistos sobre o crescimento global e USD em alta têm claramente impacto nas vendas de bens duradouros. A economia Americana continua ter o melhor registo entre as economias dos países do G10.

Apesar do aumento das reservas Americanas de petróleo, a situação no Yémen e o aumento da procura global deve pressionar o preço do petróleo em alta, devendo situar-se entre os 55 e os 60 dólares por barril nos próximos meses.

Em Inglaterra as vendas a retalho continuam a surpreender em alta, com a descida de 0.3% em janeiro a ser revista para uma subida de 0.1% e fevereiro a mostrar um crescimento de 0.7%. O consumo tem sido a alavanca para a recuperação da economia Britânica e o aumento nos salários contribui para suportar melhor o aumento do consumo doméstico. A não ser que aconteça algo verdadeiramente estranho nas eleições de Maio, a consolidação da recuperação económica No Reino Unido parece estar em marcha.

Destaque ainda para a fusão entre a Heinz e a Kraft, que se torna assim na 5ª maior empresa do mundo no sector de alimentação, com a empresa Brasileira 3G Capital a alcançar um acordo para comprar a Krafts Foods Group.

(Imagem: procsilas, Flickr, Creative Commons)