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Denise Voss renova mandato como presidente da ALFI


Denise Voss renovou o seu cargo com um mandato de mais dois anos à frente da ALFI, a Associação da Indústria de Fundos do Luxemburgo. Voss foi membro do Comité de diretores da ALFI desde 2007 e vice presidente de Assuntos Internacionais desde 2011, antes de ter sido eleita presidente da entidade pela primeira vez em junho de 2015. Para além disso, é Conducting Officer na Franklin Templeton Investments e trabalha na indústria financeira no Luxemburgo desde 1990.

Para este novo mandato Voss fala de prioridades como o impulso do trabalho em equipa e a colaboração entre as distintas áreas que compõem a ALFI, o seu Secretariado Geral e os seus membros, de forma a reunirem esforços para os 150 Comités Técnicos organizados pela ALFI, juntamente com os grupos de trabalho. O impacto do Brexit sobre a indústria de fundos terá igualmente um papel importante na agenda dos próximos anos.

Desafios e questões pendentes

Num comunicado, a Associação destacou que a indústria de fundos luxemburguesa se está a aproximar dos 4 biliões de ativos sob gestão, graças à incorporação de novas estruturas e veículos de investimento (incluindo ativos não tradicionais), assim como por causa da abertura de novas jurisdições como o Brasil ou a Austrália à distribuição de fundos domiciliados no Luxemburgo.

Neste contexto, uma das frentes nas quais a ALFI vai continuar ativa é a regulatória, perante a implementação em marcha de normativas como a MiFID II, PRIIPS e GDPR (a Regulação para a Proteção Geral de Dados na UE). Nos próximos anos manter-se-ão igualmente os esforços para realizar contributos para as consultas tanto da UE como de entidades não comunitárias, assim como  a comunicação regular com as instituições europeias e com o Governo do Luxemburgo.

Voss também destacou algumas das oportunidades neste contexto de mudança, em particular “o crescente rol da indústria de gestão de ativos como uma fonte de financiamento para o crescimento e para a geração de emprego na Europa, num contexto da União de Mercados de Capital e com a oportunidade – e necessidade – de usar proativamente as crescentes tecnologias digitais para melhorar a efetividade e a eficiência da indústria de fundos e das suas empresas”.

A presidente reeleita expressou desta forma a sua convicção de que a “indústria de fundos está a reconhecer agora a sua responsabilidade no trabalho de educação financeira com investidores e distribuidores de fundos, que é chave para o bem estar financeiro dos indivíduos dentro e fora da Europa”.

A decisão foi tomada no contexto da Reunião Anual geral da Associação, celebrada recentemente na Câmara de Comércio do Luxemburgo. Antes do ato, celebrou-se uma Reunião Geral Extraordinária dos Membros da Associação para votar a modernização dos estatutos. As principais modificações referem-se à introdução de um limite no número de mandatos consecutivos do Comité e na adaptação dos princípios de cálculo anual para os membros. Para além disso, foram revistos os códigos de governo das estruturas internas da ALFI e a organização de eventos – como por exemplo a transformação da conferência celebrada habitualmente na primavera na ALFI European Asset Management Conference – e redesenhou-se a intranet para facilitar a comunicação e a troca de ideias entre os sócios.

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