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Debandada assombrosa para fundos low cost (tanto ativos como passivos)


Ao longo dos últimos anos, a Morningstar tem vindo a insistir na importância de focar no custo na hora de escolher um fundo de investimento. De acordo com a empresa de análise, o fracasso tende a estar positivamente correlacionado com as comissões. Ou, dito de outra forma: é mais provável que os fundos de gestão ativa de maior custo registem rentabilidades piores do que as estratégias passivas. Esta afirmação baseia-se num estudo realizado pela empresa há uns anos nos Estados Unidos, onde se analisava o comportamento que várias categorias de ações, face aos produtos indexados, registavam.

Por exemplo, na categoria de ações americanas de grande capitalização com estilo blend, a dez anos, 20% dos fundos low cost de gestão ativa conseguem exceder os produtos indexados, percentagem que diminui para metade, no caso das estratégias situadas no primeiro quartil, em termos de custo (10,7%). Nas categorias value e growth, as percentagens são diferentes, mas também refletem que existe praticamente o dobro da probabilidade de acertar se se selecionar um fundo ativo do quartil mais barato, do que se escolher um do quartil mais caro. Noutras categorias acontece o mesmo… ou até de forma mais pronunciada.

As probabilidades de sucesso mais baixas acontecem dentro das categorias US Mid Blend e US Large Growth, onde apenas 5,6% e 8,9% dos fundos de maior custo conseguiam nos últimos dez anos exceder os dos produtos indexados. “Os investidores terão melhorado substancialmente as suas probabilidades de sucesso, ao favorecer aqueles fundos de baixo custo, como demonstram algumas percentagens de sucesso mais altas dos fundos de gestão ativa mais baratos. Escolher os produtos que estavam no quartil mais alto de custo, reduz as possibilidades de acertar”, afirmam os da Morningstar. A novidade está nos investidores americanos começarem a fazer caso deste conselho.

Desde o ano 2000, os fluxos líquidos até 20% dos fundos incluídos no primeiro quintil por preço (os mais baratos) mostraram-se muito fortes. O ano passado, estes produtos marcaram captações líquidas no valor de 949.000 milhões de dólares, o que representa o nível mais elevado registado até agora e um crescimento de 60%, em relação a 2016. 70% dos produtos mais económicos eram estratégias de gestão passiva, enquanto 30% correspondiam a fundos ativos. Relativamente aos fluxos até 80% de produtos restantes, estes foram negativos. Sofrem saídas líquidas desde 2014. Em 2017 foram-se-lhes 251.000 milhões, face aos 414.000 que se lhes esfumaram no ano anterior.

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Esta tendência tão marcada que se viveu nos Estados Unidos nos últimos anos fez com que atualmente, a maioria dos investidores estivessem em produtos que cobram uma comissão abaixo da média. De facto, neste momento, 83% dos ativos do outro lado do Atlântico estão em fundos de gestão ativa ou produtos de gestão passiva com um TER abaixo da média de comissões que a Morningstar marca, de acordo com um estudo realizado pela empresa de análise. 11% do património está em estratégias que cobram comissões na média e unicamente 6% em produtos com um custo acima da média. Isto evidencia que o custo de produto é, para o investidor, um aspeto determinante na hora de fazer a sua seleção. Pelo menos, nos Estados Unidos.

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