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De olhos postos no México


TRIBUNA de Juan Salazar, especialista de Investimento Sustentável, da BMO Global Asset Management. Comentário patrocinado pela BMO Global Asset Management. 

Enquanto investidores ativos, as atividades de envolvimento são fundamentais no nosso esforço de promoção de mudanças positivas nas empresas. Juan Salazar, da nossa equipa de investimento responsável, viajou recentemente até à Cidade do México para conhecer um pequeno número de empresas mexicanas, entre elas a Walmart de México, a América Móvil, a FEMSA e o Grupo Lala. Teve, ainda, a oportunidade de reunir com a Bolsa de Valores Mexicana, que tem trabalhado ativamente para incentivar melhores práticas de ESG no seio das empresas cotadas.

Sabia que?

Em 2018, a equipa de investimento responsável da BMO Global Asset Management levou a cabo 1251 atividades de envolvimento com 665 empresas em 46 países. Saiba mais no nosso relatório de investimento responsável, disponível em bmogam.com.

Euforia política?

Cem dias depois da eleição de Andrés Manuel López Obrador (AMLO) com a promessa de transformação do México, o país parecia estar num clima de euforia coletiva. Apesar de algumas decisões controversas para cumprir a sua promessa de mudança, AMLO continua a gozar de níveis elevados de popularidade. Contudo, as empresas e os investidores estão mais apreensivos com o facto de as políticas presidenciais, incluindo em matéria de trabalho e energia, poderem ter um efeito negativo na competitividade.

ESG em ação

Do nosso ponto de vista, a evolução do ambiente político não teve um impacto negativo na resposta das empresas à consciência pública crescente no que diz respeito a uma série de problemas sociais e ambientais. Na realidade, consideramos que impulsionou essas respostas, sobretudo quando falamos de corrupção, poluição atmosférica, plásticos e desigualdade. Embora o contexto político para abordar estas questões ainda seja relativamente desfavorável, todas as empresas com as quais reunimos afirmaram que o seu sucesso a longo prazo assenta na capacidade de dar resposta aos principais riscos sociais e ambientais e de tirar partido de oportunidades futuras.

As empresas continuam a focar-se na área de governance e existe uma perceção alargada de que as boas práticas nessa área são fulcrais para o sucesso. No entanto, como observamos em muitos mercados emergentes, a área de governance é frequentemente encarada como um exercício de conformidade e a teoria ainda não é aplicada na prática. Começa a verificar-se uma transferência de poder geracional nas elites empresariais. Este fator, juntamente com a perceção de uma necessidade urgente de mudança trazida pela eleição de AMLO, pode ajudar a mudar mentalidades e, consequentemente, criar um panorama empresarial com administrações mais abertas e diversificadas, maior transparência e controlos internos mais apertados.

 

As opiniões expressas neste artigo são da responsabilidade do autor, não coincidindo necessariamente com as da BMO Global Asset Management.

Principais riscos

O valor dos investimentos e o rendimento dos mesmos pode diminuir, assim como aumentar, devido a movimentos cambiais e de mercado e os investidores poderão não recuperar o montante total que investiram.

Os resultados anteriores não são um indicador do desempenho futuro.

Normalmente, o investimento em mercados emergentes está associado a um maior nível de risco comparativamente aos mercados desenvolvidos.

A exclusão de alguns segmentos ou empresas poderá resultar numa menor diversificação e, consequentemente, numa maior volatilidade nos valores de investimento.

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