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Da permanência das taxas de juro baixas às restrições de crédito


As seguradoras e os fundos de pensões, como lhe referimos recentemente, consideram que a envolvente macroeconómica é um dos riscos que mais os preocupa, segundo um questionário elaborado ao sector, no  âmbito da 7ª edição do relatório de Análise de Riscos do Sector Segurador e dos Fundos de Pensões.

Esmiuçando essa “preocupação”, a ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões) mostra também no mesmo documento que “a persistência de um período prolongado de baixas taxas de juro continua a ser identificado como mais relevante”,  de acordo com “a mensuração que considera combinadamente a probabilidade de ocorrência e o impacto decorrente”.

Segundo a informação do Regulador, “o impacto adverso na valorização dos passivos de maturidades mais longas, as pressões ao nível da rentabilidade dos novos produtos, bem como o realinhamento das rendibilidades obtidas com garantias financeiras oferecidas nos contratos existentes, continuam a ser factores incontornáveis para a enfatização deste risco por parte dos operadores do sector segurador”.

Classificação dos riscos associados à envolvente macroeconómica de acordo com a probabilidade de ocorrência e impacto

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Fonte: ASF, dados de 2015

Como se pode verificar na figura acima, os questionados consideram, no que toca às perspetivas de curto e médio prazo, “as expectativas de desenvolvimentos favoráveis nas restrições ao crédito e financiamento, factor de risco para o qual cerca de 52% dos inquiridos estimam melhorias”.

No que toca aos factores de risco referentes à fragilidade do ambiente macroeconómico e à renovação das tensões nos mercados de dívida soberana na área do Euro, a ASF revela que as “antevisões estão fragmentadas entre a ausência de alterações de relevo e variações de diminuta magnitude”.

As taxas de juro são um dos riscos mais preocupantes para ios inquiridos, pois 68% considera que é elevado o risco de persistência de um período prolongado de baixas taxas de juro.

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