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Crescimento de quase 30% nas ordens sobre instrumentos financeiros em maio


A Comissão de Valores do Mercado Mobiliário (CMVM) revela, através do seu habitual relatório estatístico mensal, o panorama do mês de maio no que diz respeito às ordens sobre instrumentos financeiros. Depois de abril ter fechado com uma queda, o mês de maio fechou de forma diferente. Assim, no mês em questão, as ordens sobre instrumentos financeiros cresceram 29,3% face a abril, fixando-se nos 9.268,1 milhões de euros. Nos primeiros cinco meses de 2017 o crescimento é já de 43,3% face ao período homólogo.

O crescimento no número de ordens recebidas foi transversal a todos os segmentos, sendo que as ações foram o sector em destaque, com um aumento de 44%.

Não obstante, no que diz respeito ao valor mensal o crescimento mais acentuado foi nas ordens relativas a instrumentos financeiros de dívida pública, ascendendo a 4.034,7 milhões de euros – um aumento de 42% face ao mês de abril. Do lado do valor das ordens relativas a instrumentos financeiros de dívida privada o crescimento foi de 15%, fixando-se nos 2.509,8 milhões de euros. Por fim, no que diz respeito ao valor das ordens relativas a instrumentos financeiros sobre ações, o aumento foi de 33% para 2.044,8 milhões de euros.

Por outro lado, também o valor das ordens de residentes e não residentes registou um aumento, crescendo 22% e 34,1%, respetivamente. Do lado dos residentes, os investidores não institucionais mantêm a preferência pelas ações, sendo que do lado dos não residentes o investimento nos vários valores mobiliários é mais disperso. Apesar disso, os não residentes revelam uma preferência pela dívida privada.

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Fonte: CMVM, maio de 2017

Relativamente aos destinos das ordens sobre ações fora de Portugal, os Estados Unidos substituem a Alemanha, e Espanha e França mantêm-se como os destinos principais. Do lado das ordens sobre títulos de dívida, a Alemanha foi também substituída pelos Estados Unidos, mantendo-se França e Luxemburgo como principais destinos.

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Fonte: CMVM, maio de 2017

Por fim, no mercado de derivados verificou-se que “os CFDs foram o instrumento financeiro mais negociado”, revela a publicação, representando 68,1% do total do mês de maio. Apesar disso, este instrumento registou uma queda de 23,4% nas transações efectuadas, enquanto que a transação sobre futuros registou um aumento de 32,2% no mês em questão.

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Fonte: CMVM, maio de 2017

 

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