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Credit Suisse: “As economias norte-americana e chinesa poderão destacar-se pela positiva”


(Perspetivas para a segunda metade de 2019, traçadas por Tiago Saraiva, Senior Investment Consultant, do Credit Suisse AM)

O ano de 2019, fica marcado pela redução generalizada dos níveis de crescimento económico o que colocou muitas das economias desenvolvidas com níveis de crescimento bastante anémicos. Zona Euro, Reino Unido, e Japão deverão registar taxas de crescimento do PIB em torno de 1%. As economias norte-americana e chinesa poderão destacar-se pela positiva ao alcançar níveis de crescimento de 2,6 e 6,2%, respectivamente.

Apesar de estarmos a viver um ano de crescimento débil, é expectável que, em 2020, a maior parte das principais economias voltem a registar padrões de crescimento mais próximos do seu potencial. Estas expectativas de reaceleração do crescimento económico foram cruciais para afastar os receios de recessão que atormentaram os mercados em 2018.

Essa inversão de expectativas económicas em conjunto com a intervenção dos Bancos Centrais e um arrefecimento das tensões comerciais, foram decisivos no comportamento dos mercados financeiros durante a primeira metade do ano. Os mercados acionistas registaram desempenhos de dois dígitos em grande parte das geografias desenvolvidas e emergentes, observou-se uma forte compressão dos prémios de risco das obrigações de emitentes privados e de mercados emergentes e a redução generalizada das taxas de juro colocou um volume recorde de obrigações a transacionar com taxas de rendimento negativas.

Neste contexto, é natural que tenhamos uma segunda metade do ano com desempenhos bastante mais contidos. Também não podemos descartar que alguns riscos venham a condicionar a evolução dos mercados: resurgimento das tensões comerciais num contexto pré-eleitoral nos EUA, eventuais falhas na comunicação e gestão de expectativas pelos principais Bancos Centrais, agudizar de algumas tensões geo-políticas e/ou nova quebra dos indicadores de confiança e de actividade económica futura.

No Credit Suisse, para além das capacidades de alocação e de seleção de ativos, existem equipas especializadas na produção de conteúdos e de soluções de investimento que permitem ter uma oferta global e diferenciada que responde a todos os contextos de mercado.

Por norma, continuaremos a identificar oportunidades em carteiras diversificadas e optimizadas por nível de risco que possam beneficiar deste prolongamento do ciclo económico expansionista. Dispomos de uma multiplicidade de alternativas de implementação para estes casos, quer em investimento direto, quer em soluções de investimento colectivo – que o facto de operarmos numa plataforma luxemburguesa, permite-nos oferecer um leque ainda mais vasto de soluções. Contudo, é natural que apostas de valor relativo, investimentos alicerçados em transformações estruturais – supertendências – ou em ativos menos líquidos venham a assumir maior protagonismo no intento de conter volatilidade ou de procurar retornos mais elevados.

No segundo semestre, poderão existir algumas oportunidades mais tácticas. Recemente, deixámos de ter uma subponderação a ações europeias e por isso iremos intervir nas carteiras que tenham uma exposição inferior ao nível estratégico. Nas obrigações iremos monitorar atentamente a evolução das taxas de rendimento e a sua repercurssão em algumas emissões que estejam com remunerações baixas ou fundos de obrigações em que o retorno esperado possa ser negativo. Mantemos um posicionamento construtivo para dívida High Yield e de mercados emergentes em moeda forte (USD – dólar norte-americano ou EUR – euro).

Por outro lado, temos consciência que a alteração da política monetária da Reserva Federal norte-americana poderá quebrar o curto intervalo em que, desde há vários meses, o EURUSD tem transaccionado. Esta situação poderá, em algum casos, justificar a cobertura total ou parcial do risco cambial. Finalmente, estaremos atentos a oportunidades em investimentos alternativos, tais como em private equity, hedge funds e real estate, que actuem como diferenciadores de risco nas carteiras e sejam capazes de adicionar rendimento com menor correlação com o comportamento dos mercados financeiros.

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