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Covered bonds: Segurança acima de tudo


(TRIBUNA de Henrik Stille, gestor de carteiras na Nordea Asset Management. Comentário patrocinado pela Nordea AM)

As covered bonds são, na nossa opinião, o investimento mais seguro em títulos de obrigações, uma vez que o investidor conta com uma dupla proteção: o primeiro recurso é a possibilidade de exigência completa dos ativos do emissor e o segundo recurso é um acesso preferencial ao conjunto de ativos da garantia. Este duplo recurso é único para os covered bonds.

As covered bonds, juntamente com os depósitos no valor inferior a 100.000 euros, são as duas únicas classes de ativos excluídas do mecanismo de recapitalização interna da UE. Na Diretiva de Recuperação e Resolução Bancária do BCE, apenas os covered bonds e pequenos depósitos estão isentos do tal mecanismo, pelo que a autoridade de resolução não pode interferir em tais ativos e forçar os investidores a assumirem perdas neles.

Se os compararmos à dívida pública, as covered bonds contam com um sólido historial que demonstra que são mais seguras do que a dívida soberana e que estas últimas, implicam um maior risco do que as covered bonds. Tenhamos como exemplo, o caso da Grécia, que atravessou um longo período de crise nos últimos dez anos: os bancos gregos incumpriram em toda a estrutura de capital, a não ser no caso das covered bonds e o governo grego também incumpriu relativamente à sua dívida. Desta forma, as covered bonds foram a única classe de ativos que sobreviveu na Grécia nos últimos dez anos.

As covered bonds, além de tudo referido, oferecem uma menor volatilidade do que a dívida corporativa e também uma menor volatilidade do que a dívida soberana. Assim, se alguém quiser reduzir a volatilidade da carteira sem perder a rentabilidade esperada, as covered bonds podem ser muito atrativas. Também são interessantes no caso de serem utilizados como cobertura da exposição a ações, uma vez que as covered bonds contam com as mesmas características da dívida soberana, no sentido em que geralmente as taxas de juro caiem quando as ações têm um mau comportamento.

Contamos com um processo restrito de investimento orientado para o valor relativo. Comparamos as covered bonds em jurisdições diferentes, comparamo-las entre emissores diferentes e comparamo-las em diferentes divisas.

 

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TRIBUNA de Henrik Stille. Comentário patrocinado pela Nordea. Durante muito tempo, as covered bonds europeias foram tratadas por muitos investidores como o parente pobre, mas esta atitude está a mudar à medida que estes se estão a ficar mais conscientes dos méritos desta classe de ativos.

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