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Contração no montante total sob registo e depósito


O Relatório Trimestral de Intermediação Financeira referente ao primeiro trimestre de 2017, publicado pela CMVM, evidencia uma contração significativa dos montantes sob registo e depósito de valores mobiliários (ações, dívida pública e outros valores mobiliários) entre entidades a operar em Portugal no último ano. No entanto, foi o segmento de clientes não residentes que mais pesou nessa variação, em especial o montante de ‘Outros Valores Mobiliários’. O Banco Comercial Português, Novo Banco, Banco Santander Totta, Caixa Geral de Depósitos e Banco BPI são os líderes de mercado em termos de montantes depositados e/ou registados, embora a primeira instituição financeira se apresente como líder destacada.

Registo e depósito de valores mobiliários por conta de outrem

Neste segmento verificamos uma subida dos montantes sob registo e depósito de 0,5% face ao fecho do ano passado, mas uma contração de 27,7% face ao final do primeiro trimestre de 2016, para um total de 217.347,8 milhões de euros. Como referido, o segmento de clientes não residentes foi o que pesou mais na contração do volume, apresentando uma quebra na ordem dos 58%. Entre os clientes residentes a quebra foi bastante mais ligeira, de 3,6%. 

Com 43.982 milhões de euros sob registo e depósito, é o Banco Comercial Português que detém a liderança do segmento, embora tenha visto a sua quota de mercado a recuar de 40,6% em 31 de março de 2016, para 20,2% na mesma data de 2017. Nesse período foi o Citibank Europe – Sucursal em Portugal e o Banco Popular Portugal que evidenciaram as maiores taxas de crescimento, tanto anuais como trimestrais, entre os 10 maiores players.

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Registo e depósito de valores mobiliários por conta própria

No que concerne o registo e depósito de valores mobiliários por conta própria, a contração do mercado foi maior em termos trimestrais, mas menor quando comparada com o período homólogo. O valor total sob registo e depósito ascendeu a 103.251,3 milhões de euros no final do primeiro trimestre, menos 5,1% que no final do ano e 7,5% que no final do primeiro trimestre de 2016.

A maior contração entre os líderes de mercado deu-se no Banco Santander Totta (- 37,4%, trimestralmente e -42,9%, anualmente). Por outro lado, a unidade depositária do Crédito Agrícola e o Banco BIC apresentaram as maiores taxas de crescimento. O Banco Comercial Português volta a lidera com 23,7% do mercado.

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