Consistentes 2016: Eurozone Large-Cap Equity


O comportamento dos mercados de ações na Zona Euro tem sido muito marcado pelas expectativas dos investidores relativamente às atividades de política monetária do Banco Central Europeu. Estes são os fundos Consistentes que mais concentram a sua atividade na região da moeda única.

Os fundos que encaixam nesta sub-categoria investem pelo menos três quartos do património sob gestão em ações de empresas de elevada capitalização de mercado e domicílio ou atividade principal na Zona Euro.

Com um retorno de 12,05% nos últimos três anos, em linha com o da categoria global, esta sub-categoria apresenta-se com uma volatilidade mais de um ponto percentual superior, no mesmo período. O retorno médio em 2015 foi praticamente nulo, embora o retorno negativo do fundo da JPMorgan tenha pesado significativamente nesse cálculo. Os restantes retornos nesse exercício variaram entre -0,42% e 2,74%. Year-to-date, e apesar de longe dos mínimos do ano, a turbulência dos mercados pesa ainda uma média de 5,32% na rentabilidade dos fundos, com todos a mostrarem retornos negativos.

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UBS

Este fundo concentra os seus investimento em empresas da Zona Euro, de elevada capitalização de mercado e com preferência para ativos com potencial de crescimento. Os serviços financeiros têm uma posição de destaque na carteira, seguidos pelo sector da saúde e consumo básico. Maximilian Anderl e Jeremy Leung são os homens ao leme deste fundo.

Henderson

Com uma sobre-ponderação a sectores cíclicos, nomeadamente consumo discricionário e industrial, bem como ao sector financeiro, o fundo concentra os seus investimentos em ações da Europa desenvolvida com uma pequena percentagem dos ativos alocada ao Reino Unido. Com uma taxa de rotatividade quase nula, é evidente uma estratégia de longo prazo. Nick Sheridan, da Henderson Horizon, é o gestor responsável por este fundo.

Allianz

Fundo de investimento com uma bastante carteira diversificada a nível sectorial, com posições de destaque nos sectores do consumo cíclico e básico, bem como em tecnologia e indústria. Investe em empresas com domicílio ou atividade predominantemente na Zona Euro, num estilo consistentemente growth/large-cap e com um enfoque no longo prazo. O fundo é gerido por Matthias Born e Andreas Hildebrand.

Deutsche Bank

Um fundo gerido com base na metodologia CROCI do Deutsche Bank, que seleciona de entre as 100 maiores empresas por capitalização de mercado na Zona Euro, excluindo o sector financeiro, as 30 com o menor “CROCI economic price-earnings ratio”. Deste método resulta uma carteira de empresas de elevada dimensão, mas com um estilo transversal no que se refere ao trade-off entre valor e crescimento.

J.P.Morgan

A gestão deste fundo é, segundo o objetivo de investimento do fundo, agressivamente dinâmica, o que é visível na rotatividade anual acima de 200%. O fundo aposta em empresas de elevada capitalização bolsista, da Zona Euro, com um enfoque sectorial nos serviços financeiros e indústria, sectores que em conjunto representam 44% da carteira. A gestão aposta tanto em ativos de elevado valor intrínseco como de potencial de crescimento. A gestão é assegurada por Anis Lahlou-Abid, John Baker e Jonathan Ingram.

Schroder

O universo de investimento do fundo limita-se a empresas que operam em países da Zona Euro. Com um estilo focado em empresas de elevada capitalização e potencial de crescimento, a gestão mostra alguma preferência pelo sector dos serviços financeiros, embora os ativos estejam pouco concentrados, com posições relevantes em ambos os sectores de consumo, tecnológico, industrial e saúde. Martin Skamberg é o gestor deste fundo.

Barclays

Focando principalmente em ativos da Europa continental desenvolvida e com uma pequena parte do portefólio alocado ao Reino Unido (<5%), este fundo aposta em ações de empresas de elevada ou média capitalização bolsista, com uma inclinação para o elevado potencial de crescimento. Os sectores industrial e de saúde tem um peso destacado na carteira, mas os sectores do consumo cíclico e básico, bem como o das comunicações também têm uma ponderação relevante. A carteira é muito diversificada (>100 ativos em carteira) e a rotatividade é muito elevada. O fundo é gerido por Jean-Louis Delhay.

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